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Correio da Manhã

Economia
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Sócio de 'amigo' de Sócrates faz negócios chorudos

Empresa de António Joaquim Fernandes faturou com o Estado quase 15 milhões de euros, entre 2017 e 2020.
António Sérgio Azenha 31 de Maio de 2020 às 09:19
Carlos Santos Silva
Carlos Santos Silva
Carlos Santos Silva
Carlos Santos Silva
Carlos Santos Silva
Carlos Santos Silva
A empresa de um sócio e gerente de sociedades de Carlos Santos Silva, amigo de José Sócrates, faturou com contratos públicos, nos últimos três anos, quase 15 milhões de euros. António Joaquim Fernandes constituiu a Now XXI - Engenharia e Construções em fevereiro de 2017 e, entre maio desse ano e março de 2020, a empresa fez 38 contratos com o Estado. Joaquim Fernandes foi ouvido como testemunha na Operação Marquês, na qual Sócrates e Santos Silva são os principais arguidos.

O Portal dos Contratos Públicos, no qual são publicados as obras adjudicadas pelas entidades públicas, revela que a Now XXI fez a esmagadora maioria dos negócios, alguns dos quais em parceria com outras empresas, com câmaras municipais da zona de Lisboa, Beira Interior e Alentejo. Entre os negócios mais elevados, estão, segundo a edição de sábado do ‘Sol’, contratos com as câmaras da Amadora e da Covilhã, mas também de Loures e Belmonte. Os valores variam entre dois milhões de euros e 1,3 milhões de euros.

Joaquim Fernandes é sócio de Santos Silva na Oficina de Engenheiros desde 30 de março de 2018, segundo os dados do Portal da Justiça: nessa empresa, Santos Silva tem uma quota de seis mil euros e Joaquim Ferantes tem uma participação de quatro mil euros. Joaquim Fernandes é também o gerente da Oficina de Engenheiros, desde 21 de março de 2018, em substituição de Santos Silva.

Ainda segundo os dados deste portal, Joaquim Fernandes foi gerente da Taggia XIV e da Norafr - Engenharia e Gestão, ambas pertencentes ao universo empresarial de santos Silva. A Taggia XIV é uma das empresas de Santos Silva que foram passadas a pente fino pelo Ministério Público na Operação Marquês. Rui Mão de Ferro e Gonçalo Trindade, ambos arguidos no caso Marquês, eram acionistas dessa sociedade.

Joaquim Fernandes conheceu Sócrates na Covilhã
António Joaquim Fernandes foi ouvido como testemunha na Operação Marquês, em março de 2015. Nesse depoimento, explicou como conheceu Santos Silva e as colaborações que manteve nas empresas dele. Disse também ter conhecido Sócrates quando ambos trabalhavam na Covilhã nos anos 80 do século XX. Joaquim Fernandes trabalhou para a XMI, na Venezuela, e a Proengel, na Argélia.
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