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Correio da Manhã

Economia
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Suspensão de rotas pela TAP "coloca em risco" setor do vestuário

Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confeção pede intervenção do poder político.
20 de Janeiro de 2016 às 15:14
A TAP anunciou que vai suspender a partir da Páscoa quatro voos do Porto e outros cinco de Lisboa
A TAP anunciou que vai suspender a partir da Páscoa quatro voos do Porto e outros cinco de Lisboa FOTO: José Sena Goulão/Lusa

A Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confeção (ANIVEC/APIV) manifestou esta quarta-feira "grande preocupação" com a suspensão pela TAP de quatro voos regulares do Porto para cidades europeias, alertando que "coloca em risco a atividade empresarial" do setor.

"A indústria de vestuário, confeção e moda assenta grande parte da sua atividade na exportação dos seus produtos, cujos destinos continuam a ser preferencialmente a Europa, um grande mercado de consumo de moda. Ora, decisões comerciais desta natureza, a serem verdadeiras, colocam indubitavelmente em risco a atividade empresarial da nossa indústria, que se vê, assim, impossibilitada de um meio de transporte essencial ao desenvolvimento das relações com os seus principais clientes", sustenta a associação, em comunicado.

Apelando à "intervenção do poder político", o presidente da ANIVEC, César Araújo, considera que a decisão da TAP "poderá ter implicações, que podem até repercutir-se diretas, na economia nacional e nas trocas comerciais com o mercado europeu".

A TAP anunciou na segunda-feira que vai suspender a partir do domingo de Páscoa quatro voos do Porto e outros cinco de Lisboa com ligação a diferentes cidades europeias, que classificou como "rotas deficitárias".

Na sua página oficial na rede social Facebook, a transportadora aérea informou que suspende os voos entre o Porto e Barcelona (Espanha), Bruxelas (Bélgica), Milão e Roma (Itália) e entre Lisboa e Gotemburgo (Suécia), Hannover (Alemanha), Zagreb (Croácia), Budapeste (Hungria) e Bucareste (Roménia). A empresa justificou que a suspensão foi tomada "no âmbito da otimização da sua operação de forma a melhorar a rentabilidade da companhia", uma vez que estas nove rotas são deficitárias.

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