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Correio da Manhã

Economia
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Taxistas querem mais apoios durante pandemia do coronavírus

Motoristas de táxi com grandes quebras de receitas. Alguns já nem querem trabalhar devido à baixa procura.
Andresa Pereira 4 de Abril de 2020 às 09:37
Táxis
Táxis FOTO: João Cortesão

Com o estado de emergência decretado, os dias dos motoristas de táxis estão diferentes e com grandes quebras nas receitas.

"O impacto é terrível. Hoje, os táxis não fazem sequer 20% da receita que faziam, não dá para o gasóleo, quanto mais para as despesas pessoais", afirmou ao CM Florêncio de Almeida, presidente da Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (Antral). "Alguns motoristas já não querem mesmo trabalhar." É aqui que entra a revolta quanto à falta de apoio do Executivo de António Costa. "Até parece incrível que o Governo não tenha um projeto para ajudar esta indústria, pois é exercida por 80% dos sócios-gerentes. De todos os apoios anunciados, nenhum deles contempla os sócios-gerentes. Estamos completamente abandonados", reiterou.

Quem também critica a falta de apoio é a Federação Portuguesa do Táxi. "Não há procura, mas sim dificuldade para pagar salários", afirmou Carlos Ramos, presidente da federação.

Ambos querem apoios, mas medidas diferentes. "Pedimos à ministra da Saúde que os taxistas pudessem transportar pessoas com mais dificuldades para a fisioterapia e para hemodiálises, sobretudo no Interior do País. Era uma forma de ajudar o setor", disse Carlos Ramos.

A Antral vai mais além. "Já pedimos ao Governo que as seguradoras suspendam ou prorroguem os prazos dos pagamentos, pelo menos por seis meses. Se os carros não circulam, não há tanto risco de haver um acidente", explicou Florêncio de Almeida.

Doentes crónicos
A Plataforma Saúde em Diálogo pediu esta sexta-feira o isolamento profilático para doentes crónicos que não possam exercer a profissão a partir de casa, até ao final da pandemia de Covid-19, com a remuneração assegurada. Há pessoas com doenças cardiovasculares, bem como diabéticos, asmáticos e doentes oncológicos cuja profissão não lhes permite trabalhar em casa, sublinhou a entidade.

Alunos querem voltar
Um grupo de 146 açorianos a estudar no continente pediu ao presidente do Governo Regional para intervir junto do Presidente da República para ser realizado um "resgate seguro" que os leve de volta às suas ilhas. Numa carta enviada a Vasco Cordeiro, os estudantes sugerem uma "operação de resgate segura", num avião C295, da Força Aérea, com capacidade para 70 passageiros.

1,5 milhões chegam a IPSS
A Área Metropolitana do Porto aprovou esta sexta-feira o alargamento às Instituições Particulares de Solidariedade Social da linha de financiamento criada pelos municípios para apoiar os hospitais da região, no valor de 1,5 milhões de euros. O presidente da AMP, Eduardo Vítor Rodrigues, explicou que a proposta mantém para já o valor definido anteriormente, mas que pode vir a ser reforçado.

Assistência à distância
O Health Cluster Portugal vai lançar uma pulseira de monitorização digital para pessoas infetadas com Covid-19, ou com suspeitas de infeção, que estão em casa. "O objetivo é que, daqui a três meses, esta solução esteja implementada", avançou Joana Feijó, diretora de desenvolvimento de negócios do HCP, especificando que se trata de uma adaptação feita a um projeto.

Entrega de medicamentos
A Associação Nacional de Doentes com Artrite Reumatoide (ANDAR) estabeleceu um acordo com uma associação de 'motards' para fazer a entrega de medicamentos a doentes, evitando assim que estes tenham de se deslocar até às farmácias hospitalares. A solução destina-se sobretudo aos doentes mais graves que vivam fora dos grandes centros populacionais.

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