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Apagão na net afecta segurança

PSP e GNR foram as instituições mais prejudicadas. Responsáveis policiais negam registo de falhas com a net e problemas na operacionalidade.
12 de Setembro de 2010 às 00:30
A internet é um instrumento cada vez mais utilizado pelas polícias
A internet é um instrumento cada vez mais utilizado pelas polícias FOTO: Manuel Moreira

Instituições públicas e empresas estiveram ontem de manhã sem acesso à internet durante algumas horas, causando constrangimentos no funcionamento das entidades. As instituições mais afectadas pela falta de acesso à net, entre as 07h00 e as 12h00, foram a Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Guarda Nacional Republicana (GNR).

Várias fontes policiais salientaram ao Correio da Manhã dificuldades na informação. "Precisamos de usar a net porque é uma ferramenta auxiliar à nossa actividade e não pudemos enviar expediente para as esquadras acederem à informação. A net também nos permite localizar instituições ou pessoas".

O Correio da Manhã apurou que o ‘provider’ (entidade que fornece o serviço) do Ministério da Administração Interna (MAI) é a PT Prime. Fonte da PT explicou as causas do problema. "Houve alguns constrangimentos na velocidade da internet, que afectaram alguns locais, e o problema deveu-se aos servidores internacionais."

Fonte do MAI remeteu esclarecimentos para a PSP. O responsável pelas relações públicas, comissário Paulo Flor, negou falhas. "Não há registo de falta de acesso à internet ou intranet." O comissário salientou que um "problema com a intranet ia interferir com a operacionalidade, o que não aconteceu. A internet é usada na comunicação com o exterior e não há registo de ter sucedido". A Autoridade Nacional de Comunicações "não recebeu reclamações, mas vai apurar o que aconteceu".

MAIL PROMETE PORNOGRAFIA

Um mail que promete o acesso gratuito a filmes pornográficos na internet está a fazer vítimas por todo o Mundo, alertam empresas de segurança na área da informática. Algumas variantes do vírus contêm um link para um ficheiro que o destinatário estava à espera, mas, quando este clica na ligação, não encontra filmes nem outros ficheiros, mas um vírus que se dissemina pela lista de endereços do Outlook, remetendo cópias para os e-mails ali contidos. Uma vez instalado, o vírus tenta apagar o software de segurança de que o computador possa dispor, de modo a não ser detectado. Além de se difundir por mail, o vírus pode passar de um computador para outro através de uma pen. Empresas como a NASA, Disney, Procter&Gamble ou Wells Fargo debatem-se com o vírus, do qual podem surgir variantes.

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