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Choque frontal mata caçadores

Vítimas mortais, todas da zona da Covilhã, foram esmagadas pelo motor da carrinha. Pai e filho de Cascais, que iam na outra viatura, ficaram feridos
15 de Novembro de 2010 às 00:30
Condutor do Mitsubishi Pajero terá invadido faixa de rodagem contrária, atingido carrinha onde seguiam três homens, que tiveram morte imediata. Vinham todos da caça
Condutor do Mitsubishi Pajero terá invadido faixa de rodagem contrária, atingido carrinha onde seguiam três homens, que tiveram morte imediata. Vinham todos da caça FOTO: Manuel Isaac

Três caçadores residentes no concelho da Covilhã morreram pelas 17h00 de ontem, quando a carrinha em que seguiam, no regresso a casa após um dia de caça, foi atingida frontalmente por um jipe, perto de Ponte de Sor, Portalegre. Os ocupantes do jipe, pai e filho, ficaram feridos.

Fernando Neves, morador numa casa junto ao quilómetro 70 da Estrada Nacional 244, em Vale de Arco, Ponte de Sor, foi das primeiras pessoas a chegar ao local do sinistro. "Estava a descansar e ouvi um estrondo enorme. Corri ao local e vi logo os três mortos", recordou ao Correio da Manhã.

Numa carrinha de mercadorias Fiat Scudo, que seguia no sentido Ponte de Sor-Gavião, estavam João Nunes Marques, 53 anos, Nuno Costa, de 37, e Jorge Raposo, também na casa dos 30 anos. Tiveram todos morte imediata quando o jipe Mitsubishi Pajero, que seguia no sentido oposto e que entrou em contramão, colidiu frontalmente com a carrinha. Residem todos na zona da Covilhã e Teixoso

A violência do choque foi tal que devido à forte carroçaria do Mitsubishi Pajero, o motor da Fiat Scudo foi empurrado para dentro, esmagando mortalmente os três ocupantes da carrinha.

João Pedro Padinha, um engenheiro de 78 anos residente em Cobre, Cascais, conduzia o jipe. Sofreu ferimentos de alguma gravidade, à semelhança do filho, António Miguel Padinha, de 49 anos, que seguia no lugar do pendura. Tinham ambos, à semelhança das três vítimas mortais, estado a caçar nas imediações, e recuperam dos ferimentos internados no Hospital de Abrantes, para onde também foram levados os cadáveres.

Joaquim Nunes, comandante dos bombeiros voluntários de Ponte de Sor explicou ao nosso jornal a "dificuldade sentida" nas operações de socorro às vítimas. "Os mortos tiveram de ser desencarcerados", concluiu. 

FAMÍLIA FERIDA EM DESPISTE DE CARRINHA

O despiste de uma viatura ligeira de mercadorias, seguido de capotamento, provocou ontem quatro feridos - dois adultos, uma criança de dez anos e uma bebé com dois meses - no IP3, perto do Vimieiro, Santa Comba Dão .

O acidente ocorreu às 15h10, no sentido Coimbra-Viseu, e obrigou à interrupção do trânsito durante uma hora. Segundo informações dos bombeiros, a carrinha em que seguia uma família de feirantes, despistou-se e capotou, a 100 metros do cruzamento para o Vimieiro. O condutor, um homem com cerca de 30 anos, sofreu ferimentos graves e foi transportado de helicóptero para os Hospitais da Universidade de Coimbra. As duas crianças foram assistidas no local e levadas para o Hospital de Pediátrico de Coimbra. A mulher seguiu para o Hospital de Viseu.

PATRULHAS ESTAVAM EM FESTA E NO RADAR

Nenhuma das várias patrulhas do Destacamento de Trânsito da GNR de Portalegre que estavam empenhadas em serviço ontem à tarde se encontrava em missão efectiva de patrulhamento quando se deu o choque fatal na EN244.

Ao que o CM apurou, várias viaturas desta unidade da GNR encontravam-se, pelas 17h00 de ontem, destacadas na Festa da Castanha, em Marvão.

Outros dois carros-patrulha estavam, por seu turno, em missões de detecção e intercepção de viaturas civis em excesso de velocidade, manobrando o respectivo radar fotográfico.

 

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