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Correio da Manhã

Insólitos
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'Mogli da vida real' alvo de bullying por viver na selva com os animais e não falar

Mãe diz que Ellie "é um milagre". Jovem, de 21 anos, corre "como o Usain Bolt" e chega a fazer 230 km numa semana.
Correio da Manhã 26 de Novembro de 2020 às 17:40
Ellie tem 21 anos
Ellie tem 21 anos
Ellie tem 21 anos
Ellie tem 21 anos
Ellie tem 21 anos
Ellie tem 21 anos
Ellie tem 21 anos
Ellie tem 21 anos
Ellie tem 21 anos
Ellie tem 21 anos
Ellie tem 21 anos
Ellie tem 21 anos

Chama-se Ellie, tem 21 anos e está a dar que falar em todo o mundo depois de ser estrela no documentário ‘Born Different’ (em português, ‘Nascido Diferente’), da AfrimaxTV. Este jovem, de 21 anos, vive no Ruanda e está a ser apelidado de Mogli da vida real.

No vídeo, a mãe de Ellie mostra-se destroçada por os outros meninos da aldeia fazerem bullying com o filho, chamando-lhe "macaco" e "símio". Ellie não fala, recusa comer a comida preparada pela mãe e prefere comer plantas e frutos das árvores. "Não gosta de comida preparada, prefere comer bananas. Ele não sabe nada, não consegue fazer nada", lamenta a mãe, que pede ajuda para melhorar as condições de vida da família e para Ellie ter o apoio que necessita.

O jovem ‘Mogli’ passa o dia na floresta, entre os animais e adora correr. "Corre como o Usain Bolt! Chega a fazer 230 quilómetros numa semana", conta a progenitora de Ellie, que muitas vezes vê-se obrigada a prender o filho com uma corda, para que este não se perca entre a vegetação.

Ellie é descrito pela mãe, no documentário como "um milagre, uma dádiva de Deus". Os pais do rapaz perderam cinco filhos logo à nascença. Ellie foi o sexto, nasceu com uma deficiência não identificada (e com a cabeça do tamanho de uma bola de ténis), mas nem por isso é menos amado pelos pais. "Assim que o tive soubemos que era uma mensagem de Deus para nós, de esperança", conta.

Os realizadores do documentário deixam um apelo a donativos para esta família, para que Ellie seja acompanhado por médicos,  e também que os habitantes da aldeia, especialmente as crianças que fazem pouco do jovem, possam ser educados para aceitarem as diferenças de Ellie.