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Direito de Resposta da Marinha

A propósito da notícia “Igreja puxa as orelhas ao almirante Gouveia e Melo".
6 de Abril de 2022 às 01:30
No seguimento da notícia publicada a 30 de março de 2022, no jornal ‘Correio da Manhã’ sob o título ‘Igreja puxa as orelhas ao almirante Gouveia e Melo’, vimos por este meio, ao abrigo do direito de resposta que a lei nos confere, esclarecer que os factos mencionados na peça, da autoria dos jornalistas Secundino Cunha e Paulo João Santos, não são corretos. Não podendo a Marinha deixar de lamentar a forma como esta notícia foi elaborada e apresentada, revelando falta de rigor informativo e não tendo sido as mesmas informações confirmadas junto da Marinha. No contacto efetuado pelo Correio da Manhã, no dia 29 de março de 2022, às 14h56, através de mail, o qual foi respondido nesse mesmo dia, as questões não aludem a este tema, o qual teria sido esclarecido. Assim, o contraditório foi preterido em prol da discricionariedade dos jornalistas, em violação dos seus princípios deontológicos e dos limites à liberdade de imprensa, revelando total falta de rigor informativo, criando uma notícia que suscita instabilidade na opinião publica e conducente a uma interpretação errada da realidade.

Quanto à notícia em si, tem-se a referir o seguinte:

A notícia publicada no Correio da Manhã está errada quando refere que o Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA) exonerou “quem não podia exonerar”. A colocação de capelães dentro da estrutura da Marinha é da exclusiva competência do CEMA, assim como o tempo de permanência dos lugares.

Cumpre ainda informar que durante o processo, o CEMA manteve, por cordialidade e deferência, o bispo das Forças Armadas informado de todas as decisões tomadas neste âmbito, tendo recebido deste o seu apoio.

Do jornal “Correio da Manhã” enquanto órgão de comunicação social, é legítimo esperar-se um tratamento da informação correto, verídico, rigoroso e esclarecedor. Presente quanto precede, invocando o Direito de Resposta e Retificação, solicita-se a publicação deste esclarecimento.

O Chefe do Serviço de Informação e Relações Públicas,
José Sousa Luís, Capitão-de-Fragata
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