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Direito de Resposta referente a ‘Grua usada no resgate de homem com 300 kg’ e ‘IPSS dava apoio a vítima com 300 kg’

Esclarecimento de José Valente Lopes, pai de Nuno Valente.
28 de Abril de 2020 às 01:30
A propósito de duas notícias publicadas no CM, a 22 e 23 de abril, com os títulos ‘Grua usada no resgate de homem com 300 kg’ e ‘IPSS dava apoio a vítima com 300 kg’, recebemos de José Valente Lopes, pai de Nuno Valente, o seguinte Direito de Resposta:

"As inverdades constantes nas notícias em causa são consideradas pejorativas para o bom-nome da Família do Nuno, bem como para com as instituições que lhe prestaram todos os apoios possíveis.

O Nuno sofria de obesidade mórbida há 5 (cinco) anos. A família iniciou o acompanhamento médico da situação do Nuno com consultas de acompanhamento médico no Posto de Saúde de Camarate e de Psiquiatria, Psicologia e Nutrição no Hospital Beatriz Ângelo (HBA) em Loures, como forma de preparação para uma cirurgia que ajudasse a debelar o estado clínico anteriormente referido.

O acompanhamento foi excelente, no entanto, o Nuno não cumpria com o estabelecido pelos seus médicos.

O Nuno não vivia da caridade de vizinhos e amigos, o Nuno vivia do apoio financeiro e social dos pais, irmão, tio e restante família, bem como da Segurança Social, na pessoa coletiva de uma Instituição Particular de Solidariedade Social.

O Nuno teve um acidente em adolescente, com dezassete anos, que obrigou à aplicação de uma prótese em metal na perna afetada e, ao ter surgido (cerca de 1 ano e meio) uma infeção na perna afetada pelo acidente, foi necessário que fosse internado no HBA.

Todavia, importa salientar que no Alentejo temos preparado um espaço, com a devida privacidade que uma pessoa adulta necessita, para o Nuno, e ele sempre se negou a acompanhar-nos para lá. No entanto, deslocávamo-nos com regularidade a Camarate.

Após isso, família e amigos, bem como o departamento dos serviços humanos e sociais do HBA, começaram a procurar instituições para o seu internamento. O Nuno foi apoiado pela Associação Cantinho das Crianças do Prior Velho, com duas refeições diárias adequadas à dieta que o Nuno necessitava imperiosamente de cumprir, bem como serviços de apoio à limpeza domiciliária.

Ao Nuno, foi sempre pedido que viesse viver connosco, mudando-se para o Alentejo, onde teria mais e melhor apoio, o que ele sempre recusou. Foi necessário, também, associar-me à AHBV de Camarate para desta forma o Nuno ter acesso ao transporte necessário para se deslocar em caso de consultas de acompanhamento clínico.

É extremamente doloroso perder um filho e, aliado a esta situação, ver o nome da família arrastado na lama, numa notícia escrita sem a cabal procura da verdade dos factos, o que só amplia incomensuravelmente a tristeza que nos assola.

Face ao exposto, em meu nome, em nome da minha esposa, filhas, primos e demais família e amigos, bem como das Instituições que todo o apoio possível nos prestaram, requeiro retratação das notícias supramencionadas, em defesa da memória do Nuno".

José Valente Lopes, pai do Nuno.
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