Uns raios de sol que fazem toda a diferença

Amanhecer afeta a força anímica, as emoções e os impulsos. Os nórdicos que o digam.
Por Vanessa Fidalgo|30.09.18
Uns raios de sol que fazem toda a diferença
Estudo científico contesta fim da mudança de hora Foto Istockphoto
A Comissão Europeia quer acabar com a mudança da hora duas vezes por ano e, por isso, até abril de 2019, cada estado-membro tem de escolher se quer aplicar permanentemente a hora de verão ou a de inverno. Isto significa que, a partir do segundo semestre do próximo ano, deixará de haver uma adaptação à hora solar, o que vai tornar o inverno mais escuro e difícil para os portugueses.

No inverno, o sol poderá nascer somente perto das 9h00 - os efeitos disso no corpo e no humor não tardarão. Para já, o corpo não estará tão predisposto a acordar pelas 7h00/7h30 da manhã e, por outro, a deslocação para os empregos e para as escolas será feita ainda com as estrelas a brilhar no céu. Ou seja, às 07h00/07h30, o organismo ainda não está naturalmente a querer acordar e muito menos preparado para conduzir ou aprender. Em contrapartida, no verão, o pôr do sol só acontecerá pelas 22h00, o que retardará naturalmente a ida para a cama.

Portugal até já conheceu essa realidade. Entre 1992 e 1996 foi adotada a hora central europeia, por decisão do então primeiro-ministro Cavaco Silva. Na época, os impactos negativos não se fizeram esperar: aumento de acidentes rodoviários, do consumo de ansiolíticos e mais dificuldades de aprendizagem nas escolas.

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