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Forças Armadas: Evoluir e adaptar com inovação

Vital prosseguir com renovação dos meios, bem como recrutar e reter efetivos.
António Silva Ribeiro 19 de Março de 2020 às 01:30
Forças Armadas: Evoluir e adaptar com inovação
Forças Armadas: Evoluir e adaptar com inovação FOTO: Direitos Reservados

Na próxima década as Forças Armadas (FFAA) continuarão a garantir a defesa militar de Portugal e a contribuir para a segurança nacional e internacional. Para isso, num ambiente mais complexo, instável e imprevisível, terão de enfrentar ameaças transnacionais, assimétricas e híbridas, protagonizadas por atores movidos por objetivos vitais, ideologias radicais ou interesses financeiros.

Nestes conflitos, aos ambientes operacionais marítimo, terrestre e aéreo, acrescentar-se-ão o cibernético e o espacial. Além disso, as FFAA também prosseguirão no apoio ao desenvolvimento e ao bem-estar das populações. Neste âmbito serão empregues, sobretudo, nas respostas a desastres naturais e antrópicos. Para, em presença destes desafios, cumprirem as suas missões, necessitam de obter, desenvolver e atualizar um extenso leque de recursos, capacidades e competências.

No campo dos recursos é vital prosseguir com a renovação dos meios do sistema de forças nacional, potenciando as capacidades de duplo-uso (militar e civil), flexíveis e adaptáveis, bem como recrutar e reter os efetivos necessários, em quantidade e qualidade. Também importa garantir o equilíbrio orçamental entre o investimento, a operação e a manutenção, para que o nível de ambição definido para as missões continue a ser correspondido.

A constante atualização tecnológica é essencial para potenciar as capacidades militares, mantendo a interoperabilidade com os aliados. Neste âmbito, as FFAA necessitam de capacidades inovadoras e assimétricas no campo das informações, da vigilância e do reconhecimento, bem como da mobilidade e da aquisição de alvos pelas forças de operações especiais, que tirem partido das tecnologias emergentes. Para isso, importa explorar o potencial da inteligência artificial, dos megadados, da computação em nuvem e dos veículos não tripulados, contribuindo para acelerar a transformação digital das FFAA. Face ao aumento das ciberameaças às infraestruturas críticas e informacionais do país, também se afigura essencial desenvolver a capacidade de ciberdefesa das FFAA.

Tudo isto deverá ser assegurado por um reforço de competências disruptivas, resultantes da incorporação da intuição e da experiência num ciclo rápido, que permita a fusão da análise racional com a criatividade arrojada, nos processos de resolução de problemas logísticos, estruturais e operacionais.

Com esta visão para o cumprimento das suas missões, as FFAA encaram com confiança a próxima década, evoluindo e adaptando-se com inovação, de modo a garantir a sua relevância e utilidade para Portugal.

PREFIL 
António Silva Ribeiro é Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA) desde março de 2018. Nasceu em Pombal há 62 anos. Entrou para a Escola Naval em 1974 e especializou-se em Hidrografia. Chegou, em dezembro de 2016, ao topo no seu ramo, como Chefe do Estado-Maior da Armada. Catedrático com obra publicada sobre Estratégia, Ciência Política e História, foi comandante da Polícia Marítima e diretor operacional da secreta militar. É casado e tem dois filhos.

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