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Correio da Manhã

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Armando Silva exporta 70% das vendas

Marca Yucca é a eleita por personalidades como Marcelo e Costa.
Maria João Vieira de Matos 21 de Janeiro de 2017 às 09:33
Indústria do calçado
Indústria do calçado FOTO: Direitos Reservados
A Armando Silva começou em 1946 numa pequena oficina de calçado, com um sistema de produção artesanal e 12 trabalhadores.

Hoje, a empresa exporta 70% do que produz para 20 países. Os principais mercados são a Holanda, Suíça e Bélgica. Ao longo dos anos a produção sofreu alterações mas, ainda hoje, o fabrico é semiartesanal. A paixão de produzir sapatos de homem de qualidade passou do fundador Armando Silva para o filho, Manuel Silva.

Aos 18 anos começou a trabalhar na empresa e, desde logo, sentiu a necessidade de viajar em busca de novas realidades, enquanto o seu pai controlava a empresa. Os contactos com técnicos espanhóis e italianos e uma seleção criteriosa das matérias-primas, aliado a um acabamento de excelência, permitiram conquistar o mercado nacional.

O calçado clássico da marca Armando Silva e o executivo da marca Yucca são os sapatos escolhidos por muitos portugueses, entre eles incluem-se várias personalidades políticas como o presidente da república, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro, António Costa, e o escritor Miguel Esteves Cardoso. Um reconhecimento que ultrapassa fronteiras. No exterior as marcas Di Stilo e Gino B são vendidas nas melhores lojas da Holanda e Bélgica.

A parceria com o antigo jogador Pierre Van Hooijdonk e o lançamento de ‘sneakers’ com um design arrojado e confortável foram fundamentais para entrar no mercado holandês. Já no mercado belga, um dos fatores de sucesso foi a produção de cintos com o acabamento em pele exatamente igual ao sapato clássico Di Stilo, algo que a Armando Silva consegue produzir com excelente precisão.

A marca completa a sua oferta com a linha de ‘sneakers’ après-ski (botas forradas com pelo de carneiro), que conquistou clientes nos alpes italianos, franceses, suíços e austríacos.

Conquista de novos mercados 
Nos próximos anos o objetivo da Armando Silva é conquistar os mercados escandinavos e alemão com os ‘sneakers’ e as botas da linha ‘cobblers’. A empresa tem recebido pedidos da Noruega, Suécia, Finlândia e Alemanha e diz estar pronta para os satisfazer. A longo prazo, também a Ásia, nomeadamente China, Japão e os mercados do Médio Oriente fazem parte do horizonte e da ambição da empresa. A satisfação do cliente e a qualidade das marcas definem a filosofia de futuro para a empresa, que este ano comemora 70 anos.

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Discurso direto: Manuel Silva, administrador   
CM- Como vendem nos mercados?
Manuel Silva –
Vendemos diretamente aos lojistas através de agentes em cada país e de contactos obtidos em feiras internacionais.

– Quantos sapatos lançam por ano?
– Lançamos 4 coleções por ano e produzimos cerca de 500 modelos novos.

– Qual foi o pedido mais especial?
– O que fizemos para o Cristiano Ronaldo com o descritivo ‘Ronaldo 7’. Mas também fornecemos ‘sneakers’ para outros jogadores como o Sérgio Ramos e o Robben.

– Porquê lançar a linha feminina?
– A linha de calçado feminino desportivo Gino B permitiu aumentar as vendas porque a mulher consome muito mais do que o homem.

– Vendem sapatos para ‘private label’?
– Sim, produzimos para marcas muito prestigiadas internacionalmente como a Raf Simons e a Navy Boot.


BI
Nome e Fundação: Armando Silva, 1946
Produto: Calçado
Localização: A sede e as instalações fabris da empresa localizam-se em São João da Madeira
Vendas(2015):4,3 milhões de euros
Nº. de trabalhadores: 85
Exportação: 70% vendas
Principais mercados:Holanda, Suíça e Bélgica
calçado sapatos Armando Silva Marcelo Rebelo de Sousa António Costa
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