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Vitorino Silva diz que o "dia a seguir às eleições vai ser um grande 31"

"É preciso sangue novo, uma grande transfusão de sangue no parlamento", afirmou o representante do RIR.
Lusa 17 de Janeiro de 2022 às 14:16
Tino de Rans, líder do partido RIR
Tino de Rans, líder do partido RIR FOTO: Ricardo Júnior
O presidente do Reagir, Inlcuir, Reciclar (RIR), Vitorino Silva, disse esta segunda-feira, utilizando uma expressão popular, que o dia a seguir ao das eleições "vai ser um grande 31" de janeiro, e defendeu que é preciso "sangue novo" no parlamento.

"No dia 30 [de janeiro] à noite, o único partido que vai surpreender vai ser o RIR. Eu não posso esquecer que a seguir ao dia 30, é o 31. E o povo diz: vai ser um grande 31", disse Vitorino Silva, popularmente conhecido como Tino de Rans, aos jornalistas, numa ação de campanha em que foi dar sangue, no Hospital de São João, no Porto.

Aproveitando o contexto, e depois de reunir com a administração do hospital, o candidato do RIR pelo distrito do Porto disse que é necessário "sangue novo" no parlamento.

"É preciso uma transfusão de sangue. É preciso sangue novo, uma grande transfusão de sangue no parlamento", afirmou, na segunda ação de campanha para as eleições legislativas, que ocorrem no dia 30 de janeiro.

Questionado sobre qual o diagnóstico que faz do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Vitorino Silva disse confiar "a 100%" no serviço, até porque não vai "à bruxa".

"É o que eu acredito. Eu não vou à bruxa. Acredito no Serviço Nacional de Saúde. Quando tenho algum problema é aqui que venho, não vou à bruxa, e com todo o orgulho e um sorriso nos lábios. Confio. A 100%", assegurou.

Já acerca da máquina de ressonância magnética para o Hospital de Penafiel, uma velha reivindicação vinda, por exemplo, das eleições presidenciais de 2021, nas quais foi candidato, Vitorino Silva disse que ainda não tinha chegado.

"Há uns milhões, mas nós não queremos os milhões, queremos a máquina", disse, acrescentando que se o Tâmega e Sousa "fosse uma região rica" a máquina já estaria instalada.

O candidato quis ainda desmistificar a ideia de que há "partidos grandes" em Portugal.

"Não há partidos grandes. Quando eu vejo fazer os debates entre os partidos grandes, num país onde 50% não votam, não pode haver partidos grandes. O único partido grande que eu acho que vai surpreender vai ser o RIR", considerou.

Sobre as contas para chegar ao parlamento, Vitorino Silva não quis adiantar um objetivo concreto, mas lembrou que, no distrito do Porto, onde é candidato, nas últimas eleições legislativas, em 2019, um deputado foi eleito com cerca de 19 mil votos (Carla Sousa, do PS, com 19.413 votos).

"Mas podem ser precisos 45 mil. Depende da abstenção", lembrou Vitorino Silva.

Caso seja eleito, o candidato prometeu ainda ser um deputado que contribuirá para "desbloquear Portugal".

"Não fui que provoquei estas eleições. Não fui eu, e tenho a certeza de que quando [digo que] quero ser a ponte, para bom entendedor meia palavra basta", afirmou, caminhando pelos corredores do Hospital de São João.

Questionado onde se sentaria no hemiciclo no caso de ser eleito, Vitorino Silva disse não ter "problema de sentar ao lado de ninguém", que "as cadeiras são todas iguais" e que não há "deputados de primeira ou de segunda".

No entanto, não deixou de se posicionar como estando fora do sistema.

"Quando se fala hoje em sistema, e há os partidos do sistema, eu posso não ser um fora de série, mas sei que sou fora do sistema. Eu fora do sistema vejo o sistema todo", concluiu.

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