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“O meu filho esteve a morrer”: mãe relata agressões ao filho de 12 anos em escola de Torres Vedras

A partir de hoje e semanalmente à sexta-feira, o CM dará conta de casos de violência escolar, com reportagens de norte a sul do País.
João Saramago 28 de Janeiro de 2022 às 08:41
Luís Santiago esteve entre a vida e a morte, no Hospital Santa Maria, em Lisboa. Criança tem crises de ansiedade e perdeu parte da  visão no olho direito. Marcas ficaram, mesmo após mudar de escola
Luís Santiago esteve entre a vida e a morte, no Hospital Santa Maria, em Lisboa. Criança tem crises de ansiedade e perdeu parte da visão no olho direito. Marcas ficaram, mesmo após mudar de escola
Luís Santiago esteve entre a vida e a morte, no Hospital Santa Maria, em Lisboa. Criança tem crises de ansiedade e perdeu parte da  visão no olho direito. Marcas ficaram, mesmo após mudar de escola
Luís Santiago esteve entre a vida e a morte, no Hospital Santa Maria, em Lisboa. Criança tem crises de ansiedade e perdeu parte da visão no olho direito. Marcas ficaram, mesmo após mudar de escola
Luís Santiago esteve entre a vida e a morte, no Hospital Santa Maria, em Lisboa. Criança tem crises de ansiedade e perdeu parte da  visão no olho direito. Marcas ficaram, mesmo após mudar de escola
Luís Santiago esteve entre a vida e a morte, no Hospital Santa Maria, em Lisboa. Criança tem crises de ansiedade e perdeu parte da visão no olho direito. Marcas ficaram, mesmo após mudar de escola
Luís Santiago, de 12 anos, foi brutalmente agredido na sala de aula, em Torres Vedras, por um colega de turma. Esteve internado, durante sete dias, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, com múltiplas lesões: além das que eram visíveis na cara, tinha um enfisema subcutâneo (presença excessiva de ar entre o pulmão e a parede torácica) devido a fratura de uma costela.

A mãe temeu o pior. "O meu filho esteve quase a morrer", conta Marta Veloso.

Aluno do 5º ano, Luís era vítima de ‘bullying’. Na sequência da agressão, ocorrida a 3 de novembro do ano passado, os pais pediram que fosse transferido. Na nova escola, que a mãe prefere não identificar, não é perseguido, mas as marcas ficaram. "Tem crises de ansiedade e perdeu parte da visão no olho direito", sublinha Marta. A família prepara uma ação na Justiça contra o Agrupamento de Escolas Madeira Torres, que aplicou uma "repreensão registada" e "medida disciplinar corretiva" de realização de tarefas de integração. "A escola nega a ocorrência de ‘bullying’, diz que foi uma discussão entre alunos e, por isso, foi aplicada a mesma sanção a ambos", diz ao CM a mãe, revoltada.

O colega de turma assumiu a agressão, confirmada pela PSP e pelo Ministério Público. O processo penal foi, contudo, arquivado porque a criança, com 10 anos, é inimputável. O agressor foi sinalizado e sujeito a avaliação da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens.

Marta Veloso integra um movimento que reclama, ao Ministério da Educação, a intensificação do combate ao ‘bullying’, que quer que passe a crime público. Entendem que em caso de impossibilidade de o agressor cumprir pena esta deve transitar, de imediato, para o tutor legal. "O ‘bullying’ não pode cair no esquecimento."
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