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A Fábrica dos Barcos

A Volvo Ocean Race é a maior corrida náutica do planeta. Os sete veleiros da frota que está em Lisboa
para a segunda etapa da corrida à volta do mundo foram totalmente reconstruídos em Pedrouços

Textos José Carlos Marques | Fotos Pedro Catarino e Lusa | Vídeos Miguel Monsanto

A Volvo Ocean Race é a maior corrida náutica do planeta. Os sete veleiros da frota que está em Lisboa
para a segunda etapa da corrida à volta do mundo foram totalmente reconstruídos em Pedrouços

Textos José Carlos Marques | Fotos Pedro Catarino e Lusa | Vídeos Miguel Monsanto

Nos próximos dias, Lisboa recebe a mais longa e dura corrida dos mares. A segunda etapa da Volvo Ocean Race liga Alicante a Lisboa. Os sete veleiros vão fazer uma corrida no Tejo, junto à capital portuguesa e depois os barcos partem rumo à Cidade do Cabo, na segunda etapa de uma rota que leva os barcos à volta do mundo.

A prova tem, nesta edição, uma ligação muito especial a Portugal. Entre agosto de 2015 e junho de 2017, oito veleiros foram preparados para a corrida transoceânica da Volvo Ocean Race. Sete deles estão no mar a competir. Os barcos foram totalmente desmontados e reconstruídos em Pedrouços, Lisboa. As antigas instalações da Docapesca serviram que nem uma luva como estaleiro naval e receberam uma equipa multinacional, que assentou arraiais na capital portuguesa para preparar a corrida.

O australiano Neil Cox foi velejador durante anos e fez várias edições da Volvo Ocean Race. Hoje é o responsável máximo do projeto de ‘refit’ das embarcações, que, desde a última edição da prova, são todas iguais.

Miguel Nunes é um dos portugueses que trabalha nesta equipa multinacional. Conta como é desafiante trabalhar num ambiente em que se falam várias línguas e em que o fluxo de trabalho é gerido minuciosamente. Aqui, os prazos são mesmo para cumprir. 

A edição 2017-2018 da Volvo Ocean Race começou em Alicante, Espanha, a 14 de outubro e fica em Lisboa até 5 de novembro. A corrida de 11 etapas dura até junho de 2018 e acaba na Holanda. São 45 mil milhas náuticas (83,4 mil km).

A regata 'in port' de Lisboa acontece a 3 de Novembro, no Tejo. Os veleiros estarão na 'Villa' de Pedrouços, aberta ao público até dia 5, quando a corrida os leva para a África do Sul.

Quem já correu a Volvo Ocean Race sabe o que custa passar tantos meses à vela num barco pequeno, desconfortável, em que tudo é pensado em função da competição. As tripulações são de 8 a 10 elementos. Dorme-se por turnos, come-se por turnos, os cuidados de higiene são mínimos e o conforto inexistente. Liz Wardley, australiana de 37 anos, já fez a corrida por duas vezes e volta agora a competir, na equipa 'Turn the Tide on Plastic' .

"Fazemos turnos de quatro horas. Estás no convés a controlar o barco durante quatro horas e depois tens quatro horas de descanso. Nesse período tens de comer, dormir, cuidar de ti próprio e fazer algum trabalho que seja necessário no barco. Mas se houver alguma mudança de vela ou uma manobra, tens de te levantar e ir para o convés ajudar. É um bom dia se conseguires três horas de descanso, mas acontece muito frequentemente não conseguires ter qualquer período de sono no tempo de folga", conta Liz Wardley.

Desde a edição de 2015-2016 que os veleiros da Volvo Ocean Race são todos iguais. Os barcos dessa corrida foram completamente reconstruidos, para incluir um novo design e novos equipamentos. Feitos de fibra de carbono, podem levar tripulações de até 12 elementos. Entre eles incluiu-se o navegador e um jornalista que tem por missão filmar, editar e enviar para terra tudo o que se passa a bordo.

Os números dos veleiros
Casco – 20, 37 metros (22,14m com a quilha)
Largura – 5,6 m
Peso - 12,500 kg
Parte submergível – 4,78m
Altura do mastro – 30,3 m
Velas (max) – 8 +1
Tripulação - 10 a 12 pessoas

Webdesign Edgar Lorga

Produção multimédia Sandro Martins

Edição Alfredo Leite

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