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Correio da Manhã

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Dois suspeitos procurados após explosão com mais de 100 mortos numa refinaria ilegal na Nigéria

Presidente nigeriano Muhammadu Buhari chamou a explosão de "catástrofe e desastre nacional".
Lusa 25 de Abril de 2022 às 08:15
Nigéria
Nigéria FOTO: Getty Images
As autoridades nigerianas estão à procura de dois suspeitos de ligação a uma explosão numa refinaria ilegal de petróleo no estado de Imo, no sul da Nigéria, na sexta-feira, onde pelo menos 100 pessoas morreram.

"Ainda não há detenções, mas os dois culpados estão em fuga, com a polícia agora à procura deles", disse Declan Emelumba, comissário de informação de Imo. As autoridades não revelaram a identidade dos suspeitos.

Uma cerimónia de enterro em massa está a ser planeada para os mortos na explosão, muitos dos quais "foram queimados até ficarem irreconhecíveis", disse Emelumba.

A explosão na área de Ohaji-Egbema foi desencadeada por um incêndio em duas zonas de armazenamento de combustível, onde mais de 100 pessoas trabalhavam, disseram as autoridades de Imo.

Dezenas de trabalhadores foram apanhados na explosão, enquanto muitos outros tentaram escapar do incêndio correndo para áreas arborizadas.

Num comunicado, o presidente nigeriano Muhammadu Buhari chamou a explosão de "catástrofe e desastre nacional".

Buhari ordenou que as forças de segurança do país "intensifiquem a repressão" às refinarias ilegais que operam em muitas partes do sul da Nigéria.

Cerca de 30 refinarias ilegais foram encerradas na região do Delta do Níger em apenas duas semanas, disse o Departamento de Defesa da Nigéria no início do mês, altura em que anunciou a criação de uma equipa de trabalho para conter o roubo de petróleo bruto.

A Nigéria perdeu pelo menos três mil milhões de dólares americanos (2,8 mil milhões de euros) em petróleo bruto entre janeiro de 2021 e fevereiro de 2022, com operadores a instalar refinarias em áreas remotas, disse a Comissão Reguladora de Petróleo da Nigéria em março.

O setor petrolífero na Nigéria, primeiro produtor de crude em África, tem sido alvo de duras críticas das comunidades locais, que denunciam os graves danos ambientais causados há anos por aquela indústria.
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