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Amnistia Internacional acusa tropas da Eritreia de matarem centenas de civis na Etiópia

Mortes ocorreram durante um período de 24 horas, de 28 a 29 de novembro, disse a entidade.
Correio da Manhã 27 de Fevereiro de 2021 às 14:51
Confrontos Etiopia
Confrontos Etiopia FOTO: Getty

A Amnistia Internacional acusou as forças da Eritreia, esta sexta-feira, de matar centenas de civis no norte da Etiópia durante 24 horas no ano passado, um incidente que descreveu como um potencial crime contra a humanidade.

A Eritreia rejeitou as acusações. Mas um órgão estadual de direitos humanos da Etiópia emitiu um comunicado que também descreveu tais assassinatos, embora com menos detalhes. Foi raro o reconhecimento oficial da Etiópia de que as tropas da Eritreia participaram do conflito durante a repressão do governo na região de Tigray no ano passado.

A Amnistia redere que 41 testemunhas descreveram os assassinatos em massa a "muitas centenas de civis" pelas tropas da Eritreia em Axum, uma antiga cidade no norte da Etiópia.

As mortes ocorreram durante um período de 24 horas, de 28 a 29 de novembro, disse a entidade. A Amnistia disse ainda que os assassinatos em Axum foram retaliação a um ataque da milícia local e que soldados executaram homens e meninos nas ruas e se envolveram em saques extensos.

A Eritreia negou sistematicamente que as tropas do país tenham participaram no conflito. O ministro da Informação da Eritreia, Yemane Meskel, rejeitou o relatório da Amnistia.

"A Amnistia não fez absolutamente nenhuma tentativa de encontrar qualquer informação da Eritreia", disse Yemane no Twitter.

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