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Ataque armado contra comboio provoca um ferido no centro de Moçambique

Maquinista foi atingindo com uma bala no ombro, mas sobreviveu.
Lusa 4 de Março de 2021 às 13:31
linha ferroviária
linha ferroviária FOTO: Direitos Reservados
Uma pessoa ficou ferida após um ataque armado contra um comboio na principal linha ferroviária do centro de Moçambique, disse à Lusa uma fonte oficial.

O ataque ocorreu por volta das 6h10 na linha de Sena, no troço entre Mazamba e Cundue, na província de Sofala, e o alvo foi um comboio do consórcio indiano ICVL, que opera quatro concessões de carvão mineral na província de Tete, declarou o porta-voz dos Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, Adélio Dias.

"O maquinista foi atingindo com uma bala no ombro, mas felizmente sobreviveu, estando agora a ser assistido num hospital local", afirmou Adélio Dias, acrescentando que a vítima não conseguiu identificar os autores dos disparos.

Ligando o Porto da Beira, via Dondo, ao Maláui, a linha de Sena, com 357 quilómetros, é considerada a "espinha dorsal" da região centro, e é a partir dela que é transportado o carvão extraído por multinacionais em Tete.

Na passada terça-feira, a empresa anunciou que quatros dos seus colaboradores desapareceram após a avaria da dresina (veículos ligeiros ferroviários) em que se faziam transportar no troço floresta-Lunza, também na província de Sofala.

O porta-voz dos CFM disse que é prematuro associar os dois incidentes, avançando que as autoridades continuam a realizar operações para a localização dos funcionários desaparecidos.

O centro de Moçambique está há pouco mais de um ano a ser palco de ataques armados atribuídos a um grupo de dissidentes da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), o principal partido de oposição no país.

A autoproclamada Junta Militar da Renamo, liderada por Mariano Nhongo, antigo dirigente de guerrilha, é acusada de protagonizar ataques armados contra civis e forças governamentais em estradas e povoações das províncias de Sofala e Manica, centro de Moçambique, incursões que já provocaram a morte de pelo menos 30 pessoas desde agosto do ano passado, avança a Lusa.

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