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Banco moçambicano de investimento doa 3,5 toneladas de alimentos a deslocados de Cabo Delgado

Estima-se que já tenham morrido, pelo menos, mil pessoas em dois anos e meio de confrontos armados na região, e mais de 250 mil deslocados.
Lusa 10 de Agosto de 2020 às 14:49
Província de Cabo Delgado está sob ataque desde outubro de 2017 por insurgentes classificados como ameaça terrorista
Província de Cabo Delgado está sob ataque desde outubro de 2017 por insurgentes classificados como ameaça terrorista FOTO: Direitos Reservados
O Banco Nacional de Investimento (BNI) de Moçambique entregou no domingo um total de 3,5 toneladas de produtos alimentares para apoiar os deslocados devido à violência armada em Cabo Delgado, no norte do país.

"Temos plena consciência de que essas quantidades são insignificantes para aquilo que são as necessidades da província face às dificuldades e problemas dessas comunidades deslocadas, mas foi o que foi possível", disse Tomás Matola, presidente do conselho de administração do BNI, citado esta segunda-feira pela Televisão de Moçambique.

Os alimentos, que incluem feijão, arroz e açúcar, foram entregues ao Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) e deverão ser distribuídos pelas centros de acolhimento de deslocados devido ao conflito armado naquela província.

Além dos alimentos, o BNI entregou ainda mil cobertores, mil capulanas e 500 máscaras para prevenção do novo coronavírus.

"Reiterar o nosso apelo a todas as pessoas de boa vontade para que sigam o exemplo, de modo a que os nossos compatriotas sejam encorajados a pensar que a vida continua", disse Armindo Ngunga, secretário de Estado em Cabo Delgado.

A província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, está sob ataque desde outubro de 2017 por insurgentes, classificados desde o início do ano pelas autoridades moçambicanas e internacionais como ameaça terrorista.

Em dois anos e meio de conflito em Cabo Delgado, onde avança o maior investimento privado de África para exploração de gás natural (liderado pela francesa Total), estima-se que já tenham morrido, pelo menos, 1.000 pessoas.

De acordo com as Nações Unidas, os ataques armados já forçaram à fuga de mais de 250.000 pessoas de distritos afetados pela violência, mais a norte da província.

Moçambique regista 2.269 casos positivos de covid-19 e 16 vítimas mortais.

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