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Banco Mundial pronto para apoiar infraestruturas e emprego moçambicanas em Cabo Delgado

Violência armada já matou mil pessoas e provocou a deslocação de 250 mil refugiados na região desde outubro de 2017.
Lusa 11 de Agosto de 2020 às 13:40
Província de Cabo Delgado está sob ataque desde outubro de 2017 por insurgentes classificados como ameaça terrorista
Província de Cabo Delgado está sob ataque desde outubro de 2017 por insurgentes classificados como ameaça terrorista FOTO: Direitos Reservados
O Banco Mundial manifestou-se disponível para apoiar a reconstrução de infraestruturas e a criação de empregos na província moçambicana de Cabo Delgado, afetada pela violência armada desde outubro de 2017.

"O Banco Mundial encorajou e mostrou-se favorável a apoiar na promoção da reconstrução de infraestruturas e de atividades de desenvolvimento económico e criação de emprego para os jovens [em Cabo Delgado]", refere um comunicado de imprensa da Presidência moçambicana, que cita o Presidente do Banco Mundial, David Malpass.

Aquele responsável falava durante uma reunião virtual de trabalho com o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi.

Além de manifestar a disponibilidade em apoiar aquela província do norte de Moçambique, o dirigente do Banco Mundial felicitou ao Governo pelas medidas que tem tomado para fazer face aos ataques, defendendo a definição de "projetos concretos" na região para garantir a inclusão dos jovens.

O conflito já matou, pelo menos, 1.000 pessoas, e algumas das ações dos grupos armados têm sido reivindicadas pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI). De acordo com as Nações Unidas, a violência armada em Cabo Delgado forçou à fuga de 250.000 pessoas de distritos afetados pela insegurança, mais a norte da província.

Além da violência armada em Cabo Delgado, Malpass e Nyusi abordaram os desafios impostos pelo novo coronavírus, tendo a entidade manifestado também a abertura para apoiar o país africano, que já registou um total de 2.411 casos positivos da Covid-19, 16 óbitos e 860 pessoas já foram dadas como recuperadas, segundo a última atualização.

"Os dois dirigentes reafirmaram o seu empenho em aprofundar a sua parceria, remetendo aos membros da equipa do Banco a prosseguir a interação com o Governo de Moçambique para intervir em áreas e programas concretos", conclui o comunicado.

O mais recente apoio do Banco Mundial a Moçambique está na área da agricultura, onde a entidade internacional disponibilizou 500 milhões de dólares (425 milhões de euros) para apoiar o projeto Sustenta, cujo objetivo é integrar pequenos agricultores na cadeia de valor de produção e aumentar a sua capacidade.

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