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Empresário raptado em Moçambique. É o sétimo caso este ano

Vítima foi intercetada por um grupo de desconhecidos, que seguiam num automóvel, pelas 19h00, numa zona da cidade da Beira onde tem uma obra em curso.
Lusa 16 de Maio de 2020 às 15:09
Polícia de Moçambique
Polícia de Moçambique FOTO: António Silva/Lusa
Um empresário do setor comercial foi raptado ao princípio da noite de sexta-feira na cidade da Beira, Moçambique, anunciou hoje a polícia, naquele que é o sétimo caso de rapto este ano no país.

Liacat Moreira e Silva, com cerca de 60 anos, fazia uma caminhada quando foi raptado, referiu relatou Daniel Macuácua, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) na província de Sofala.

O empresário foi intercetado por um grupo de desconhecidos, que seguiam num automóvel, pelas 19h00, numa zona da cidade da Beira onde tem uma obra em curso.

A vítima foi levada à força no veículo e o caso está a ser tratado em articulação com o Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic), acrescentou o porta-voz da polícia.

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) pediu há uma semana ações enérgicas contra aquele tipo de crime.

"A CTA manifesta o seu forte repúdio pelo recrudescimento de raptos de empresários", afirmou Osório Boane, diretor-geral do Parque Industrial de Beluluane e dirigente da confederação.

"Fazemos um apelo para que quem de direito tome ações enérgicas para estancar este mal que afugenta qualquer empreendedor ou investidor", frisou.

O sequestro de Liacat Moreira e Silva, na sexta-feira, na Beira, acontece no seguimento de outros seis.

No dia 05 de maio, Yassin Anwar, empresário da hotelaria e comércio, foi raptado ao princípio da noite, na cidade de Chimoio, província de Manica, centro do país.

O crime envolveu vários automóveis e foi consumado após um tiroteio, disse fonte da polícia à Lusa.

Cinco dias antes, em 30 de abril, Rizwan Adatia, líder de um grupo comercial de grande dimensão e filantropo, foi raptado durante o dia numa via rápida, na zona do Bairro do Fomento, arredores de Maputo.

A viatura da vítima foi bloqueada junto a um semáforo pelos raptores, que lhe apontaram uma arma e o levaram.

Em março, um menor de 12 anos - filho de um empresário da firma Armazéns África - foi levado por desconhecidos na baixa de Maputo.

No mês de fevereiro, quatro desconhecidos sequestraram um empresário moçambicano, Manish Cantilal, ao estacionar na garagem da sua habitação. 

Também fevereiro, um outro empresário, Ossufo Satar, de 44 anos, foi raptado à saída do seu estabelecimento comercial, na cidade de Chimoio.

Além destes, o empresário indiano Faizel Patel foi raptado em janeiro na cidade da Beira, centro do país.

Não foram conhecidos mais desenvolvimentos sobre estes casos.

Além destes seis casos em 2020, outros já haviam sido registados em 2019.

No início de abril, a PRM deteve cinco pessoas suspeitas de envolvimento em sequestros anteriores nas províncias de Maputo e Inhambane.

Das cinco, três estão indiciadas pelo envolvimento no rapto de Chelton Lalgy, filho do dono da empresa de transportes Lalgy, levado em novembro de 2019, na cidade de Maputo, e libertado em fevereiro após o pagamento de um resgaste, anunciou a polícia.

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