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Governo moçambicano aponta meta de 252 mil novos empregos em 2021

Maioria dos cerca de 30 milhões de habitantes de Moçambique vive da agricultura de subsistência e atividades informais.
Lusa 2 de Dezembro de 2020 às 11:03
Mesa redonda "Democracia Multipartidária em Moçambique" decorre em Maputo
Mesa redonda 'Democracia Multipartidária em Moçambique' decorre em Maputo FOTO: Getty Images
O Governo moçambicano anunciou esta quarta-feira no parlamento a meta de criar 252.000 novos empregos em 2021, durante a apresentação das propostas do Plano Económico e Social (PES) e do Orçamento do Estado de 2021.

"Para o ano de 2021, o Governo pretende continuar a envidar esforços para a criação de mais postos de trabalho, estimando cerca de 252.000 novos empregos", disse Adriano Maleiane, ministro da Economia e Finanças de Moçambique.

No primeiro semestre, o executivo cortou a meta de emprego para este ano de uma projeção inicial de 600.000 para 181.340, atribuindo a revisão ao impacto da covid-19.

Entretanto, o Banco Mundial anunciou na terça-feira que Moçambique terá perdido este ano 120.000 empregos.

A maioria dos cerca de 30 milhões de habitantes de Moçambique vive da agricultura de subsistência e atividades informais, sendo que o país não dispõe de estatísticas de emprego.

Maleiane referiu que a estratégia do executivo em relação ao emprego para 2021 inclui a distribuição de 620 'kits' de autoemprego (ferramentas para agricultura e outros ofícios) e o financiamento de 570 projetos de iniciativas juvenis para o autoemprego e criação de rendimentos.

Ainda ao nível dos indicadores sociais, o Governo pretende construir 1.100 salas de aula no ensino primário e 13 no secundário e a contratar 9.330 novos professores para todos os níveis de ensino.

O executivo compromete-se a distribuir cerca de 21,3 milhões de livros escolares e 30 mil carteiras escolares.

No setor da saúde, o Governo quer manter a meta atual de 95% de crianças menores de 12 meses completamente vacinadas.

O PES prevê o alargamento do acesso à rede elétrica nacional para 45% da população, através do alcance de 435 mil novas ligações domiciliárias.

O Governo promete ainda construir 1.366 fontes e 15 sistemas de abastecimento de água nas cidades e vilas.

No âmbito da efetividade dos direitos, deveres e liberdades fundamentais, o executivo prevê que a percentagem de cidadãos com Bilhete de Identidade aumente para cerca de 43% da população, lê-se ainda no PES.

As propostas de PES e OE que o executivo apresenta esta quarta e quinta-feira na Assembleia da República (AR) preveem um crescimento do PIB de 2,1% face à previsão de 0,8% para este ano, antevê uma subida de 2,5% do valor das exportações para 3.768 milhões de dólares (3.148 milhões de euros) e uma dilatação da cobertura de importações pelas reservas internacionais líquidas para quase sete meses.

A Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder há 45 anos, desde a independência, detém uma maioria qualificada de 184 dos 250 assentos que compõem a AR, a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) detém 60 e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) seis.

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