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Correio da Manhã

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Governo moçambicano garante gestão dos apoios após ciclones

Agostinho do Rosário adiantou que cabe ao gabinete de reconstrução a responsabilidade de acompanhar os desembolsos.
31 de Maio de 2019 às 20:29
Bandeira de Moçambique
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O Governo moçambicano assumiu esta sexta-feira o compromisso de gestão transparente dos recursos que serão alocados à reconstrução das zonas afetadas pelos ciclones Idai e Kenneth.

"Queremos assegurar que o Governo tudo fará para garantir que os recursos a serem alocados para o programa de reconstrução sejam aplicados de forma transparente, única exclusivamente para este propósito", disse o primeiro-ministro moçambicano, Carlos Agostinho do Rosário, na Beira.

O governante falava durante o encerramento do primeiro dia da Conferência Internacional de Doadores, iniciativa para angariar apoio para a reconstrução das províncias afetadas pelos ciclones Idai e Kenneth, no centro de Moçambique.

Agostinho do Rosário adiantou que cabe ao gabinete de reconstrução, como instituição do executivo, a responsabilidade de acompanhar os desembolsos, bem como a implementação dos projetos de reconstrução e fazer uma gestão consciente dos apoios.

"Encorajamos e apoiamos as iniciativas de alocação de novos recursos para a reconstrução pós-calamidades, contrariamente à opção de reorientar os financiamentos já existentes em programas em curso", afirmou o primeiro-ministro.

O plano de reconstrução, avaliado em 3,2 mil milhões de dólares (cerca de 2,87 mil milhões de euros), engloba um conjunto de cerca de 100 projetos socioeconómicos para os locais afetados.

Após a conferência será elaborado um plano de reconstrução com prioridades em cada setor, o que "irá facilitar aos parceiros" a escolha do setor que "têm mais vocação para financiar".

Os setores dos transportes e comunicações são considerados os mais afetados, com quase 90% das suas infraestruturas danificadas.

Desse valor, a maioria, pouco mais de três mil milhões de dólares (2,69 mil milhões de euros), será canalizado para a reconstrução dos estragos provocados pela passagem em março do ciclone Idai no centro de Moçambique.

O remanescente será usado para os prejuízos causados pelo ciclone Kenneth, em abril, na região norte do país.

O ciclone Idai atingiu o centro de Moçambique em março, provocou 604 mortos e afetou cerca de 1,5 milhões de pessoas, enquanto o ciclone Kenneth, que se abateu sobre o norte do país em abril, matou 45 pessoas e afetou 250.000 pessoas.
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