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Magistrados suspendem greve por causa das presidenciais na Guiné-Bissau

Decisão tem como objetivo exigir a aplicação da lei sobre o novo estatuto remuneratório.
Lusa 4 de Outubro de 2019 às 12:27
Bandeira da Guiné-Bissau
Bandeira da Guiné-Bissau FOTO: Getty Images
Os magistrados da Guiné-Bissau decidiram suspender a greve para exigir a aplicação da lei sobre o novo estatuto remuneratório devido às eleições presidenciais, marcadas para 24 de novembro, refere-se num comunicado a que a Lusa teve esta sexta-feira acesso.

"Apela-se aos magistrados para retomarem as suas atividades profissionais a partir de sexta-feira e manterem-se calmos e serenos na certeza de que os seus representantes se mantêm firmes e determinados em prosseguir na luta pela defesa dos seus direitos e interesses", refere-se no comunicado, divulgado ao final do dia de quinta-feira.

No documento, os representantes sindicais dos magistrados judiciais e do Ministério Público salientam que tomaram a decisão de suspender a greve devido aos "interesses superiores da Nação", nomeadamente a apreciação das candidaturas às eleições presidenciais.

O Supremo Tribunal de Justiça tem de anunciar em 15 de outubro a lista dos candidatos aprovados para participar nas presidenciais.

No comunicado, os representantes sindicais salientam também que foi suspensa a greve que deveria começar na segunda-feira.

Na quinta-feira, a ministra da Justiça, Ruth Monteiro, disse acreditar que iria "prevalecer o bom senso".

"Estamos a falar de titulares de órgãos de soberania que têm uma responsabilidade acrescida com o país e com o povo e estou convicta que o interesse do país vai falar mais alto", acrescentou.

No total foram submetidas para apreciação no Supremo 19 candidaturas às presidenciais.
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