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Angola lamenta "perda irreparável" de Freitas do Amaral para Portugal e falantes da língua portuguesa

Fundador do CDS e ex-ministro morreu na quinta-feira, aos 78 anos.
Lusa 5 de Outubro de 2019 às 14:17
Diogo Freitas do Amaral
Diogo Freitas do Amaral morreu ao 78 anos
Diogo Freitas do Amaral morreu ao 78 anos
Diogo Freitas do Amaral
Diogo Freitas do Amaral morreu ao 78 anos
Diogo Freitas do Amaral morreu ao 78 anos
Diogo Freitas do Amaral
Diogo Freitas do Amaral morreu ao 78 anos
Diogo Freitas do Amaral morreu ao 78 anos

O ministro das Relações Exteriores de Angola, Manuel Domingos Augusto, lamentou este sábado, com "profunda consternação", a morte de Freitas do Amaral, sublinhando o seu "enorme e indelével contributo à luta pela libertação dos povos africanos de língua portuguesa".

Numa nota de pesar em nome do povo e do Governo de Angola e em seu nome pessoal, enviada ao ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, o ministro angolano considerou que a morte de Freitas do Amaral, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros da República Portuguesa, "constitui uma perda irreparável para Portugal e o mundo de falantes da língua de Luís de Camões".

"Com o seu talento, trabalho e capacidade de diálogo conseguiu vencer os desafios, e conquistar uma brilhante carreira política e académica que lhe permitiu granjear reconhecimento internacional", realçou.

Domingos Augusto descreveu Freitas do Amaral como um "homem de fortes convicções, político de reconhecido mérito e um dos fundadores da democracia portuguesa do pós-25 de Abril".

"Destaco no Professor Doutor Diogo Freitas do Amaral, entre outros, o seu enorme e indelével contributo à luta pela libertação dos povos africanos de língua portuguesa, e o incessante desejo de ver melhoradas as relações de amizade e de cooperação entre Angola e Portugal para bem dos nossos povos", acrescentou.

Diogo Freitas do Amaral, fundador do CDS e ex-ministro, morreu na quinta-feira, aos 78 anos.

Freitas do Amaral nasceu na Póvoa de Varzim em 21 de julho de 1941. Foi líder do CDS, partido que ajudou a fundar em 19 de julho de 1974, vice-primeiro-ministro e ministro em vários governos.

O político fez parte de governos da Aliança Democrática (AD), entre 1979 e 1983, e mais tarde do PS, entre 2005 e 2006, após ter saído do CDS, em 1992.

As cerimónias fúnebres decorrem este sábado, dia de Luto Nacional, no cemitério da Guia, em Cascais.

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