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ONG moçambicana cria Centro da Juventude em Cabo Delgado

Projeto pretende sensibilizar as comunidades sobre as consequências do uso abusivo das drogas.
Lusa 27 de Novembro de 2020 às 18:01
Cabo Delgado, Moçambique
Cabo Delgado, Moçambique FOTO: Getty Images
A organização não-governamental (ONG) moçambicana Centro para a Democracia e Desenvolvimento criou um Centro da Juventude em Montepuez, Cabo Delgado, iniciativa que visa "envolver os jovens na procura de soluções para os seus desafios".

"Queremos que os jovens apostem no seu intelecto, nas suas energias e na sua ação coletiva para superar os seus desafios", disse Julião Matsinhe, coordenador da iniciativa, citado num comunicado da ONG distribuído esta sexta-feira à comunicação social.

Na mesma ocasião, segundo o documento, a ONG lançou o projeto de Construção de Resiliência Juvenil às Drogas, uma iniciativa financiada pelo "Resilience Fund of the Global Initiative Against Transnational Organized Crime" (Fundo de Resiliência da Iniciativa Global Contra o Crime Organizado Transnacional).

O projeto visa sensibilizar as comunidades sobre as consequências do uso abusivo das drogas, bem como criar mecanismos para o combate e denúncia de casos de tráfico de drogas na região.

Os dois projetos são lançados num momento em que Cabo Delgado está sob os holofotes devido à violência armada que se tem registado desde 2017 em alguns distritos do norte da província.

O Governo moçambicano tem anunciado vários projetos que visam criar empregos para a juventude para evitar casos de recrutamento de jovens pelos grupos que têm protagonizados ataques em Cabo Delgado.

A violência armada em Cabo Delgado está a provocar uma crise humanitária com cerca de duas mil mortes e 500 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.

A província onde avança o maior investimento privado de África, para exploração de gás natural, está desde há três anos sob ataque de insurgentes e algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico desde 2019.

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