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Correio da Manhã

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Países africanos negoceiam dívidas com a China

Acordos determinantes para a evolução dos perfis de crédito. Diversidade de credores não ajuda à reestruturação.
Maria Vaz 30 de Novembro de 2020 às 01:30
Moody's
Moody's FOTO: Direitos Reservados
A agência de notação financeira Moody’s considera que a evolução das negociações com a China sobre o alívio da dívida vai ser determinante para os ratings nos países africanos.

Numa análise feita aos países da África subsaariana, os analistas afirmam que "devido ao papel cada vez mais importante dos bancos chineses como credores na região, a sua participação em futuras reestruturações de dívida e os derradeiros termos acordados vão ser determinantes na evolução dos perfis de crédito de vários países nesta região", acrescentando, ainda, que "a falta de transparência e a publicitação sobre o montante de dívida aliviada, complicam as negociações com os outros credores relativamente ao alívio de liquidez".

A agência dá vários exemplos das relações pouco transparentes entre os bancos chineses e os governos africanos, incluindo Angola neste grupo, um dos principais parceiros da China em África.

A Moody’s alertou que a diversidade de credores está a prejudicar as restruturações das dívidas, "incluindo o alívio de liquidez no contexto da pandemia", apesar de "uma base de credores mais dispersa, que inclui detentores de títulos de dívida soberana e uma presença crescente de credores chineses", ter alargado as opções de financiamento para os países da África subsaariana.
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