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PM da Guiné-Bissau promete aumentar salário dos médicos e anuncia fim de taxas na saúde

Guiné-Bissau regista um total acumulado de 1.654 caos de infeções provocadas pela pandemia do novo coronavírus, incluindo 24 vítimas mortais.
Lusa 1 de Julho de 2020 às 14:55
Bandeira da Guiné-Bissau
Bandeira da Guiné-Bissau FOTO: Getty Images
O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Nuno Nabian, prometeu hoje aumentar os salários dos médicos e enfermeiros e anunciou o fim do pagamento de taxas no Hospital Nacional Simão Mendes, principal estabelecimento hospitalar do país.

"Vamos trabalhar para melhorar as vossas condições de vida, porque vocês são heróis e temos de dignificar-vos para trabalharem e estancarem a covid-19. Vamos trabalhar para aumentar salários e subsídios", disse o primeiro-ministro.

A Guiné-Bissau regista um total acumulado de 1.654 caos de infeções provocadas pela pandemia do novo coronavírus, incluindo 24 vítimas mortais.

Nuno Nabian falava no final de uma visita ao Hospital Nacional Simão Mendes, durante a qual entregou três viaturas para o transporte de funcionários daquela unidade hospitalar.

Já depois do final da visita e numa mensagem divulgada na rede social Facebook, anunciou o fim do pagamento das consultas médicas.

"No rescaldo da minha visita hoje ao Hospital Nacional Simão Mendes determinei o fim das cobranças para consultas médicas, que eram praticadas. É nossa obrigação enquanto governantes agir para melhorar a vida das nossas populações", refere na mensagem.

Nuno Nabian salienta também que a decisão "irá gradualmente acompanhar outras ações a serem tomadas em outras áreas do setor de saúde".

Ainda durante a visita, o ministro da Saúde, António Deuna, tinha anunciado o fim do pagamento das cirurgias naquela unidade hospitalar.

Os serviços de saúde públicos na Guiné-Bissau não são gratuitos e os utentes precisam de pagar todo o material médico e medicamentos utilizados no seu tratamento.

Um relatório divulgado em maio pelo Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) indicava que a Guiné-Bissau tem o segundo sistema de saúde mais frágil do mundo, a seguir à Somália.

MSE // VM

Lusa/Fim

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