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Polícia angolana detém diretor de escola suspeito de engravidar e provocar aborto a aluna menor

Polícia diz que a menor terá sido abusada sexualmente várias vezes que a ameaçava de reprovação e morte, caso contasse o caso a alguém.
Lusa 26 de Janeiro de 2022 às 11:49
Polícia de Angola
Polícia de Angola FOTO: Direitos Reservados
A Polícia angolana deteve o diretor-adjunto de uma escola em Luanda, acusado do abuso sexual de uma aluna de 14 anos, cuja relação terminou numa gravidez, seguida de um aborto, praticado pelo suspeito.

De acordo com uma nota do comando provincial de Luanda da Polícia Nacional divulgada hoje, o caso foi denunciado às autoridades policiais por um tio da menor, que reside no distrito urbano da Maianga, no bairro Rocha Pinto.

A polícia salienta que a menor terá sido abusada sexualmente várias vezes pelo diretor-adjunto da escola em que estuda, que supostamente a ameaçava de reprovação e morte, caso contasse o caso a alguém.

Segundo ainda a vítima, quando deu conta da gravidez informou o suspeito, tendo este solicitado que fosse a um hospital para a confirmação do estado de gestação, ficando concluído, através de uma ecografia, que se encontrava grávida de quase dois meses.

"No dia seguinte, isto é, dia 21 de janeiro de 2022, por volta das 07:00, a vítima foi surpreendida com uma ligação do suspeito que a convidava para que esta o encontrasse no bairro Rocha Pinto, junto a uma oficina. (...) A vítima encontrou o suspeito no interior da sua viatura (...) e foi levada até ao distrito urbano do Benfica, num lugar ermo da Zona Verde, tendo o suspeito convencido a menor a tomar um comprimido e de seguida aplicou-lhe uma injeção na nádega do lado direito", refere a nota.

No mesmo dia, a vítima começou a passar mal, com sangramento vaginal, e a mãe concluiu que se tratava de um aborto.

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