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Prisão preventiva para mais oito suspeitos de contrabando de mercadorias em São Tomé

Arguidos são suspeitos da prática de crimes de contrabando, tráfico de estupefacientes e associação criminosa.
Lusa 13 de Agosto de 2020 às 19:01
Polícia de São Tomé e Príncipe
Polícia de São Tomé e Príncipe FOTO: Tiago Sousa Dias
O Tribunal de 1.ª instância de São Tomé decretou prisão preventiva a mais oito pessoas, incluindo quatro cidadãos estrangeiros e um influente comerciante, detidas numa operação de desmantelamento de uma rede de contrabando de mercadorias, revelou fonte judicial.

Com a medida de coação mais gravosa aplicada a estes oito arguidos, eleva-se para 11 o número de pessoas em prisão preventiva no âmbito deste processo, desde que na segunda-feira populares da vila de Micoló, uma região costeira situada a 12 quilómetros a norte da capital de São Tomé e Príncipe, denunciaram à policia a entrada no país de mercadorias de forma ilegal, a partir desta localidade.

Sete das oito pessoas às quais o juiz de instrução criminal determinou hoje a prisão preventiva são membros da tripulação da embarcação que transportou as mercadorias até a praia de Micoló, onde estavam três viaturas para as transportar para os armazéns, local que a polícia ainda não revelou.

Fonte do Ministério Público disse à Lusa que "as investigações prosseguem e, a partir de agora, com o auxílio da Interpol", e "tudo indica que mais pessoas serão brevemente detidas para interrogatório".

Os 11 arguidos em prisão preventiva são suspeitos da prática de crimes de contrabando, tráfico de estupefacientes e associação criminosa.

Até agora desconhece-se a proveniência da embarcação que transportou para a ilha de S. Tomé as mercadorias, bem como a nacionalidade dos tripulantes.

Por desvendar está também o que a polícia considera ser o "chefe da rede", bem como o destino final das referidas mercadorias que incluem, segundo a Polícia Judiciária, "tabaco contrafeito, medicamentos vários e contrafeitos, pesticidas com substâncias estupefacientes".

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