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Sete pessoas morreram devido à mineração artesanal ilegal no centro de Moçambique

Primeiro caso envolveu homem e mulher que morreram soterrados quando tentavam extrair quartzo em túneis abertos.
Lusa 6 de Dezembro de 2019 às 23:15
Bandeira Moçambique
Bandeira Moçambique FOTO: Getty Images
Um total de sete pessoas morreram devido à mineração artesanal ilegal, desde a semana passada, na província da Zambézia , centro de Moçambique, informou esta sexta-feira fonte oficial.

O primeiro caso ocorreu no posto administrativo de Lioma, no distrito de Gurué, onde um homem e uma mulher morreram, em momentos diferentes, soterrado quando tentavam extrair quartzo em túneis abertos, informa o comunicado do Ministério do Recursos Minerais e Energia.

"As duas pessoas encontraram a morte quando estavam a extrair o minério em covas abertas com profundidade de cerca de oito metros e a massa rochosa desabou e caiu sobre eles, tendo encontrado morte instantânea", lê-se no documento.

O acidente de Gurué ocorreu numa área de reserva mineira do Estado, num ponto em que estava instalado, há três semanas, uma brigada da Polícia da República de Moçambique (PRM).

"Logo que a PRM saiu do local, por problemas logísticos, a atividade artesanal reiniciou, tendo culminado com estes dois acidentes", acrescenta a nota.

No início desta semana, um outro caso foi registado no distrito de Gilé, também na província da Zambézia, quando um grupo da associação de operadores mineiros de Nacucule tentou extrair ouro ilegalmente numa área usando uma moto-bomba a gasolina, que terá explodido e causado a morte de cinco elementos do grupo.

"Houve uma explosão que produziu muito fumo e resultou na morte de cinco mineiros por asfixia e nove foram salvos", refere o documento, acrescentando que no momento da explosão 16 pessoas estavam na mina.

Segundo o comunicado, "trata-se de uma área onde a associação foi recomendada a transformar-se em cooperativa para poder obter a licença mineira".

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