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Suspeito de assalto violento na Praia detido pela PJ e libertado pelo tribunal

Homem estava integrado num grupo de quatro elementos suspeitos de assaltarem um funcionário público na ilha cabo-verdiana.
Lusa 15 de Janeiro de 2020 às 23:49
Polícia Judiciária de Cabo Verde
Polícia Judiciária de Cabo Verde FOTO: d.r.
Um cabo-verdiano de 22 anos suspeito de integrar um grupo de quatro elementos que assaltou com violência e arma um funcionário público na Praia foi detido esta quarta-feira pela Polícia Judiciária (PJ) e, entretanto, colocado em liberdade pelo tribunal.

Em comunicado, a PJ refere que a detenção foi concretizada por elementos da Brigada de Combate ao Banditismo, na sequência do cumprimento de um mandado do Ministério Público, sendo o homem "suspeito de coautoria na prática de um crime de roubo com violência contra pessoa e um crime de armas".

O assalto visou um inspetor da Inspeção-Geral das Atividades Económicas.

"O indivíduo em causa é suspeito de integrar um grupo de quatro elementos suspeitos de assaltarem um funcionário público, no passado dia 14 de junho de 2019, no bairro de Lém Cachorro, na Praia, subtraindo-lhe vários objetos, entre os quais uma arma de fogo", refere o comunicado da PJ.

O detido foi presente esta quarta-feira ao Tribunal da Comarca da Praia, para primeiro interrogatório judicial, tendo sido libertado com Termo de Identidade e Residência (TIR) e obrigação de apresentações periódicas às autoridades.

Os restantes três indivíduos já tinham sido detidos na altura do crime e aguardam o desenrolar do processo também com TIR.

A capital cabo-verdiana terminou 2019 com um pico de criminalidade, tendo o Governo de Cabo Verde aprovado em novembro 14 medidas para reforçar a segurança e combater crime violento, desde logo na Praia.

Entre as iniciativas então anunciadas constam a revisão da lei de armas, já que parte importante destes crimes são cometidos com recurso a armas de fogo e por ex-reclusos, pelo que também está previsto o agravamento da pena em caso de reincidência.

Em cima da mesa está igualmente a revisão do regime de aplicação do TIR, que tem suscitado grande debate no país, com os juízes a serem acusados pela polícia de colocar em liberdade detidos em flagrante delito.

Este pacote legislativo deverá ser levado pelo Governo ao parlamento em fevereiro.

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