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Três taxistas condenados a penas de prisão e 72 libertados após tumultos em Luanda

No total, foram levados a julgamento 75 arguidos.
Lusa 13 de Janeiro de 2022 às 18:02
Confrontos e vandalismo marcam primeiras horas de greve dos taxistas em Luanda
Confrontos e vandalismo marcam primeiras horas de greve dos taxistas em Luanda
Três taxistas foram condenados a três meses de prisão e outros 72, supostamente implicados nos atos de vandalismo e incidentes em Luanda na segunda-feira passada, foram libertados, disse à Lusa fonte da defesa.

No total, foram levados a julgamento 75 arguidos, entre condutores, lotadores e cobradores de candongueiros (transportes coletivos privados que levam até 15 passageiros), dos quais 72 foram postos em liberdade por não ter sido provado o seu envolvimento nos atos de vandalismo que ocorreram durante a paralisação de taxistas da passada segunda-feira, indicou Laurindo Sahana.

Entre estes, seis foram condenados ao pagamento de uma multa "por terem impedido colegas de trabalhar e colocado obstáculos para impedir as viaturas de circular".

Só três, que foram julgados no tribunal de Viana (arredores de Luanda, foram condenados a uma pena de prisão efetiva de três meses por terem estado envolvidos em atos de vandalismo.

Durante a greve dos taxistas, Luanda registou distúrbios e estradas cortadas em alguns pontos da cidade, tendo sido queimados um edifício do MPLA (partido do poder em Angola) e um autocarro do ministério da Saúde.

Os atos de vandalismo foram condenados e repudiados pelas associações de taxistas que convocaram a greve, pelo governo, pelo MPLA e pela UNITA, principal partido da oposição, que o partido do poder alegou estar por trás dos incidentes.

Segundo Laurindo Sahana, na quarta-feira a polícia "recolheu e encarcerou" ainda alguns taxistas, mas após denúncias de maus tratos a que estariam a ser sujeitos, foram libertados sem ir a tribunal.

Atualmente, segundo o advogado, o único que se encontra ainda detido é o ativista Luther Silva Campos "Luther King" que a Televisão Pública de Angola (TPA) acusou de incentivar ao vandalismo e arruaças.

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