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Correio da Manhã

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Última dia de visita de Marcelo a Moçambique marcado por palavras de paz da oposição

Paz e investimento foram das palavras mais referidas pelo Presidente português desde segunda-feira.
Lusa 17 de Janeiro de 2020 às 19:24
Marcelo Rebelo de Sousa em Moçambique
Marcelo Rebelo de Sousa em Moçambique
Marcelo Rebelo de Sousa em Moçambique
Marcelo Rebelo de Sousa em Moçambique
Marcelo Rebelo de Sousa em Moçambique
Marcelo Rebelo de Sousa em Moçambique
Marcelo Rebelo de Sousa em Moçambique
Marcelo Rebelo de Sousa em Moçambique
Marcelo Rebelo de Sousa em Moçambique
Marcelo Rebelo de Sousa em Moçambique
Marcelo Rebelo de Sousa em Moçambique
Marcelo Rebelo de Sousa em Moçambique
Marcelo Rebelo de Sousa em Moçambique
Marcelo Rebelo de Sousa em Moçambique
Marcelo Rebelo de Sousa em Moçambique
Os partidos da oposição em Moçambique disseram esta sexta-feira ao Presidente português que apostam na paz, no último dia de visita de Marcelo Rebelo de Sousa ao país, que incluiu ainda encontros religiosos e militares.

"Vamos privilegiar sempre o diálogo", disse André Magibire, secretário-geral da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), após um encontro com Marcelo Rebelo de Sousa e Augusto Santos Silva, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português.

O dirigente da Renamo diz que "não é fácil" dialogar com o partido no poder - a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) - devido ao que classificou como "megafraude" eleitoral, mas "a única alternativa à paz é a própria paz".
 


Ou seja, a Renamo diz não à "guerra", em que "quem morre são as pessoas que não têm nada a haver com o que aconteceu no processo eleitoral", acrescentou, apoiando o acordo assinado em agosto, entre o partido e o Governo, que inclui o desarmamento em curso dos guerrilheiros daquele que é o principal partido da oposição.

Na mesma linha, o líder parlamentar do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Lutero Simango, classificou as eleições como fraudulentas, mas disse que a luta deve ser feita "em democracia, no respeito pelas liberdades e no princípio de um Estado de Direito".

Além dos partidos da oposição, Marcelo Rebelo de Sousa e Augusto Santos Silva reuniram-se com o secretário-geral da Frelimo, Roque Silva, que destacou o papel de Portugal nos esforços contínuos de aproximação "entre os vários segmentos" da sociedade moçambicana e na lusofonia.

Antes das reuniões com os partidos moçambicanos, o Presidente português visitou a mesquita central de Maputo e, logo a seguir, a sé catedral, sítios onde saudou fiéis e líderes religiosos, nos últimos contactos antes do regresso a Lisboa, num voo comercial, no sábado.

O chefe de Estado fechou a visita dizendo estar muito satisfeito com o estado das relações entre Portugal e Moçambique, mas com um apelo para que ninguém considere estar tudo feito.

"Isto é um processo contínuo: nós estamos satisfeitos com o muito que foi feito, orgulhosos, mas queremos fazer mais. Moçambique e Portugal querem fazer mais e podemos ir mais longe" em todos os aspetos da cooperação entre os dois países, referiu Marcelo.

Da economia e finanças à cultura, ensino, cooperação técnico militar, passando pelo domínio político-diplomático, "que já e muito bom", apontou.

Paz e investimento foram das palavras mais referidas pelo Presidente português desde segunda-feira, ao falar do clima de pacificação entre partidos e dirigentes moçambicanos e ao apelar ao investimento português no país.

São fatores fundamentais para o desenvolvimento, sublinhou.

Marcelo Rebelo de Sousa guardou ainda o último dia para conhecer os projetos da cooperação técnico-militar portuguesa em Moçambique e visitar o cemitério de Lhanguene, onde depositou uma coroa de flores no talhão de 112 combatentes portugueses, da primeira Guerra Mundial à Guerra do Ultramar.

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