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União Europeia oferece materiais e equipamentos médicos para combater o coronavírus à Guiné-Bissau

Desde que a doença foi declarada na Guiné-Bissau, em finais de março, mais de 1700 pessoas já foram infetadas, entre as quais 25 morreram.
Lusa 4 de Julho de 2020 às 17:39
Coronavírus
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A embaixadora da União Europeia na Guiné-Bissau, a portuguesa Sónia Neto, entregou hoje à alta-comissária do país para o combate ao novo coronavirus, Magda Robalo, um conjunto de equipamentos médicos, no âmbito de um pedido feito nesse sentido.

Na ocasião, Sónia Neto afirmou que o gesto se enquadra "na tão nobre missão" que é ajudar a Guiné-Bissau no combate à covid-19, disse.

Entre outros equipamentos, a União Europeia entregou oxímetros de pulso, aparelhos de gasometria, reagentes, seringas, máscaras, monitores hemodinâmicos, ventiladores não invasivos e respetivos acessórios para a monitorização de doentes críticos.

Os equipamentos foram adquiridos no âmbito do Projeto de Apoio à Resposta à Pandemia de Covid-19 (PAR Covid-19) na Guiné-Bissau, implementado pelo Instituto Marquês de Valle Flor, orçado em 230 mil euros.

O projeto visa a melhoria da capacidade de resposta dos serviços de saúde guineenses no capitulo de diagnóstico, monitorização, tratamento dos problemas respiratórios, uma das principais causas da morte pela Covid-19.

Ainda em resposta aos apelos das autoridades guineenses, a embaixadora da UE anunciou que disponibilizar "uma contribuição extra" no valor de 1,3 milhões de euros, a serem entregues à delegação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O lote de equipamentos médicos oferecidos hoje pela União Europeia também inclui materiais no âmbito do Programa Integrado para a Redução da Mortalidade Materno Infantil (PIMI II) na Guiné-Bissau.

Ao receber o donativo, a alta-comissária contra a covid-19 na Guiné-Bissau, Magda Robalo não escondeu a "dupla satisfação" pelos equipamentos do combate à pandemia, mas também pelos materiais para redução da mortalidade maternoinfantil.

Magda Robalo considera fundamental que reforce o sistema de saúde guineense, dando atenção às outras doenças, sob pena de o país conhecer mais mortes durante este período da pandemia.

A responsável aproveitou a ocasião "para tranquilizar" as pessoas em como o país já ultrapassou a fase crítica em termos de oxigénio e que neste momento, disse, "ninguém vai morrer por falta de oxigénio" nos hospitais.

Desde que a doença foi declarada na Guiné-Bissau, em finais de março, mais de 1700 pessoas já foram infetadas, entre as quais 25 morreram.

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