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Agência europeia da aviação dá 'luz verde' ao regresso do Boeing 737 MAX. Modelo teve dois acidentes em seis meses

Modelo da aeronave esteve envolvido dois acidentes que mataram 346 pessoas em seis meses.
Lusa 27 de Janeiro de 2021 às 18:23
Boeing 737 MAX
Boeing 737 MAX FOTO: DR
A Agência Europeia para Segurança da Aviação (EASA) aprovou esta quarta-feira o regresso da aeronave Boeing 737 MAX aos céus da União Europeia (UE), que esteve proibida devido a graves acidentes, desde que cumpridos requisitos técnicos e de pilotagem.

"A EASA deu o seu selo de aprovação para o regresso ao serviço de uma versão modificada do Boeing 737 MAX, impondo um pacote de atualizações de 'software', trabalho elétrico, verificações de manutenção, atualizações do manual de operações e formação da tripulação, permitindo à aeronave voar em segurança nos céus europeus após quase dois anos em terra", informa a agência em comunicado de imprensa.

Depois de, em meados de novembro de 2020, os Estados Unidos terem dado 'luz verde' ao regresso da aeronave, que esteve fora do mercado devido a dois acidentes que mataram 346 pessoas em seis meses, é agora a vez de a UE o autorizar, estipulando condições para tal.

Em concreto, e como as investigações da EASA mostram que a principal causa dos acidentes foi relativa a um 'software' que se destinava a tornar a aeronave mais fácil de manusear, a agência europeia exige que este programa operacional seja revisto e que passem a ser emitidos alertas em caso de mau funcionamento, para evitar uma "total perda de controlo da aeronave".

A agência conclui também que muitos pilotos não sabiam trabalhar com este 'software', pelo que passou a exigir formação obrigatória para todos os pilotos do 737 MAX, bem como atualizações nos manuais de voos.

A EASA obriga, ainda, a testes dos sistemas e a um primeiro voo de teste sem passageiros antes da utilização comercial de cada aeronave desta gama.

Para chegar a estas conclusões, a EASA teve 20 peritos envolvidos numa investigação à aeronave que durou 20 meses.

Citado pelo comunicado, o diretor executivo da EASA, Patrick Ky, sublinha que "a aeronave é segura", tendo sido esta uma "condição prévia" para a autorização.

Ainda assim, "continuaremos a acompanhar de perto as operações do 737 MAX à medida que a aeronave retomar o serviço e, em paralelo, por nossa insistência, a Boeing também se comprometeu a trabalhar para melhorar ainda mais a aeronave a médio prazo a fim de alcançar um nível de segurança ainda mais elevado", adianta Patrick Ky.

Tal como a EASA, a administração federal de aviação dos Estados Unidos exigiu algumas modificações nos aviões antes de estes poderem voltar operar, bem como formação necessária para pilotos e trabalhos de manutenção e de verificação nos aparelhos.

O Boeing 737 MAX fará o seu regresso num setor duramente atingido pela pandemia de covid-19.

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