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Correio da Manhã

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Alemanha paga a vítimas de culto criado no Chile por antigo nazi

Dezenas de menores foram violados pelo alemão Paul Schäfer.
F.J.G. 19 de Maio de 2019 às 01:30
Schäfer em 2005, em Santiago do Chile
Um edifício da antiga comuna, que foi transformada em estância turística em 1991
Schäfer em 2005, em Santiago do Chile
Um edifício da antiga comuna, que foi transformada em estância turística em 1991
Schäfer em 2005, em Santiago do Chile
Um edifício da antiga comuna, que foi transformada em estância turística em 1991
A Alemanha indemnizar as vítimas de um culto criado no Chile por um antigo soldado nazi. A comuna Colonia Dignidad, criada pelo alemão Paul Schäfer em 1961, foi palco de abusos sexuais de dezenas de crianças. Os sobreviventes poderão agora receber até dez mil euros cada um.

A Alemanha criou na sexta- -feira um fundo de 3,5 milhões para pagar as indemnizações, depois de a Justiça alemã reconhecer os crimes cometidos por Schäfer sobre menores e adultos chilenos e alemães. O antigo nazi escapou do Chile em 1997, mas foi detido na Argentina em 2005 e condenado. Morreu na prisão em 2010, aos 88 anos.

Um dos principais cúmplices do líder da comuna, o médico Hartmud Hopp, fugiu para a Alemanha antes de poder ser detido pela polícia chilena e ficou em liberdade.
A Colonia Dignidad foi criada na região remota de Maule, 350 km a sul de Santiago.

Schäfer reduzia os membros do culto à condição de escravos. O recinto era vedado por cercas e vigiado por guardas armados e cães. Ocupava 137 km quadrados e albergou 300 chilenos e alemães. As crianças eram separadas dos pais e muitas foram violadas por Schäfer.

O nazi era próximo da ditadura de Pinochet e permitiu ao regime que usasse as instalações. Muitos opositores foram interrogados e torturados nos túneis do campo, onde pelo menos 100 terão sido assassinados.
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