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Alterações climáticas podem dizimar por completo os ursos polares até 2100

Previsão dramática é feita por um estudo publicado na Nature Climate Change.
Correio da Manhã 20 de Julho de 2020 às 18:19
Urso polar exausto e com fome encontrado a 700 quilómetros de casa
Urso polar exausto e com fome encontrado a 700 quilómetros de casa FOTO: Twitter

Se nada for feito para travar as alterações climáticas, os ursos polares vão desaparecer até ao final deste século, prevê um estudo publicado na Nature Climate Change, citado pela BBC.

Cientistas garantem que algumas populações de ursos já atingiram o seu limite de sobrevivência, à medida que as águas do Ártico continuam a subir.

Estes carnívoros dependem do gelo do Oceano Ártico para caçar essencialmente focas e à medida que o gelo derrete, são forçados a viajar longas distâncias para encontrar comida.

"Os ursos polares já estão no topo do mundo. Se o gelo se for, eles não têm para onde ir", afirmou Dr. Stephen Molnar, da Universidade de Toronto, no Canadá.

Recorde-se que os ursos polares já constam da lista de animais vulneráveis à extinção da União Internacional Union for Conservation of Nature (IUCN) e as alterações climáticas tiveram um papel determinante neste declínio da espécie.

Para determinar o limite fisiológico dos ursos, os investigadores da equipa de Molnár modelaram o uso de energia usado por estes animais para calcular o número de dias que podem ficar sem comer antes que as taxas de sobrevivência de adultos e crias comecem a diminuir. Recorde-se que os ursos podem jejuar durante meses, graças às reservas de energia que acumulam durante o inverno, a temporada de caça.

Contas feitas, e se nada for feito para mitigar o impacto das alterações climáticas, os ursos polares podem desaparecer até 2100.

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