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Correio da Manhã

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Preso escondia oito telemóveis, chips, cabos USB e carregador no ânus

Apesar da grande quantidade de equipamentos eletrónicos que tinha no ânus, o recluso não precisou de atendimento médico.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 23 de Setembro de 2020 às 17:00
Prisão
Prisão FOTO: Getty Images

Os guardas de segurança da Penitenciária Osvaldo Florentino Leite Ferreira, conhecida como "Penitenciária da Ferrugem", em Sinop, cidade no interior do estado brasileiro de Mato Grosso, mal conseguiram acreditar quando um raio-x realizado a um preso recém-chegado mostrou o que ele guardava, quer dizer, escondia, numa das partes mais íntimas do próprio corpo. A radiografia mostrou telemóveis, chips, cabos e um carregador, equipamentos que cada vez é mais comum encontrar em presos e visitantes, mas não em tanta quantidade.

Depois de ter tomado um laxante e de ter sido deixado sozinho numa casa de banho, para ficar mais relaxado e não se constranger com a presença dos guardas, o preso expeliu pelo ânus nada menos do que oito aparelhos de telemóvel, com bateria e tudo. Além dos aparelhos, o homem ainda expeliu sete chips, quatro cabos USB e um carregador de telemóvel.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Mato Grosso, SESP-MT, que noticiou agora o insólito episódio, ocorrido no passado dia 18 de setembro, apesar da grande quantidade de equipamentos eletrónicos que tinha no ânus, o recluso não precisou de atendimento médico após expelir aquilo tudo. Os telemóveis, cabos e chips estavam separados uns dos outros, acondicionados em balões (vazios, claro...) e protegidos com fita isolante, normalmente usada por eletricistas.

De acordo com o preso, que foi descoberto porque ao dar entrada naquela prisão se mostrou nervoso, ao saber-se que ele ia ser transferido para aquela penitenciária, recebeu a incumbência de levar para lá os telemóveis, que seriam entregues a outros reclusos e pelos quais receberia um bom dinheiro. Como o homem, com medo de ser morto pelos destinatários, não quis revelar a que presos deveria entregar os telemóveis, a direção da "Ferrugem" instaurou uma investigação e colocou o preso numa cela de isolamento, para o proteger.

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