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Correio da Manhã

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Armas nas mãos de civis no Brasil triplicaram

Só nos primeiros 10 meses deste ano os brasileiros compraram 139 mil armas de fogo.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 29 de Outubro de 2020 às 08:44
Só nos primeiros 10 meses deste ano os brasileiros compraram 139 mil armas de fogo
Só nos primeiros 10 meses deste ano os brasileiros compraram 139 mil armas de fogo FOTO: Igor Alecsander/getty images
Desde que Jair Bolsonaro assumiu a Presidência do Brasil, a 1 de Janeiro de 2019, o número de armas nas mãos de civis disparou de uma forma nunca antes vista. Em menos de dois anos, a venda de armas quase triplicou, incentivado por discursos e decretos de flexibilização do presidente.

Em 2019, após Bolsonaro assumir e assinar uma série de decretos facilitando a compra de armas pela população, uma das suas principais bandeiras, 50 mil novas armas foram adquiridas por cidadãos comuns. Este ano, só até outubro, outras 139 mil armas foram adquiridas, e não só pistolas e revólveres, mas também potentes armas longas, como fuzis.

E não foram só as armas. Fiel à promessa feita em abril passado numa reunião de ministros , na qual afirmou querer “armar o povo para impedir que venha um filho da p... e instaure uma ditadura”, e depois de a Justiça anular um decreto que permitia a cada brasileiro com licença de posse de arma poder comprar até cinco mil balas por ano, Bolsonaro editou uma outra lei autorizando a aquisição de 200 a 600 munições por arma.

Estes números talvez ajudem a explicar o aumento de 6% do número de homicídios intencionais nos primeiros seis meses deste ano, contrariando a tendência de queda nos últimos anos, apesar de nesse período o país estar em confinamento.
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