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Armin Laschet é o substituto de Angela Merkel no governo alemão

Chefe do governo da Renânia do Norte-Vestfália, é o novo líder da União Democrata-Cristã, o partido que lidera a Alemanha há quase duas décadas.
SÁBADO 16 de Janeiro de 2021 às 11:59
Chanceler alemã, Angela Merkel
Chanceler alemã, Angela Merkel
Os delegados da União Democrata-Cristã (CDU) elegeram Armin Laschet como o homem que vai liderar o partido depois da carismática Angela Merkel abandonar o cargo, em setembro, depois das eleições federais.

As votações tiveram de ir a uma segunda volta depois de numa primeira Friedrich Merz conseguir 385 votos. Nessa primeira volta Laschet teve 380 votos e Norbert Röttgen 224. Já na segunda mão, Laschet obteve 521 votos, Merz 466.

No discurso de vitória, o sucessor de Merkel disse: "Eu quero fazer todos os possíveis para que nos consigamos manter unidos e ultrapassar este ano. E depois garantir que o próximo chanceler seja do nosso partido".

Laschet, de 59 anos, apresentou-se a esta votação como o candidato de continuidade do mandato Merkel, tendo sido o que recebeu o maior apoio por parte da líder demissionária, embora tímido. Laschet era o candidato mais ao centro. Merkel foi fazendo essa viragem do partido conservador para o centro ao longo dos anos, algo que lhe valeu muitos votos, mas também críticas internas. Tanto que o candidato que ficou em segundo lugar, Firedrich Merz, defendia uma viragem mais à direita, mais conservadora. Já Röttgen focou maior parte do seu discurso na necessidade de apelar aos mais jovens.

Com esta vitória na liderança do partido, Laschet pode mesmo vir a ser o candidato às eleições federais na Alemanha. Mas a popularidade de outros políticos do partido, como o chefe do governo da Baviera, Markus Söder, ou o ministro da Saúde, Jens Spahn, colocam essa nomeação em causa, podendo ser um destes o candidato à chancelaria alemã. O responsável pela resposta alemã à pandemia apoiou Laschet  nesta corrida. 

As eleições em setembro devem acontecer ainda durante a pandemia, tendo Laschet sido criticado pela gestão da mesma na Renânia do Norte-Vestfália, daí a importância de contar com o ministro da saúde que foi sempre louvado, apesar do golpe no início da fase de vacinação que teve vários precalços.

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