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Correio da Manhã

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As histórias de quem perdeu a vida no último tiroteio no Texas

Jovem de 17 anos entrou na escola que frequentava, em Santa Fé, e atirou a matar.
Daniela Espírito Santo 20 de Maio de 2018 às 11:34
Algumas das vítimas do tiroteio em Santa Fé, no Texas
Shana Fisher terá sido o primeiro alvo do atirador, que estaria há meses a tentar forçar um romance com a jovem de 15 anos, sem sucesso. Terá sido uma rejeição de Shana que terá levado o jovem a cometer o crime
Cynthia Tisdale era professora de arte e também foi um dos alvos do atirador
Ann Perkins, de 64 anos, era uma professora substituta. Foi uma das primeiras vítimas do ataque
Sabika Sheikh era uma estudante do Paquistão que estava nos EUA ao abrigo de um programa de intercâmbio
Chris Stone foi outra das vítimas do atirador
Christian Garcia estava na escola quando o tiroteio começou. Foi baleado e não resistiu
Angelique Ramirez foi outra das vítimas do atirador
Jared Black, de 17 anos, foi a última vítima a ser identificada pela polícia
Aaron McLeod foi abatido a tiro pelo colega na escola
 Kim Vaughan também não resistiu ao tiroteio
Algumas das vítimas do tiroteio em Santa Fé, no Texas
Shana Fisher terá sido o primeiro alvo do atirador, que estaria há meses a tentar forçar um romance com a jovem de 15 anos, sem sucesso. Terá sido uma rejeição de Shana que terá levado o jovem a cometer o crime
Cynthia Tisdale era professora de arte e também foi um dos alvos do atirador
Ann Perkins, de 64 anos, era uma professora substituta. Foi uma das primeiras vítimas do ataque
Sabika Sheikh era uma estudante do Paquistão que estava nos EUA ao abrigo de um programa de intercâmbio
Chris Stone foi outra das vítimas do atirador
Christian Garcia estava na escola quando o tiroteio começou. Foi baleado e não resistiu
Angelique Ramirez foi outra das vítimas do atirador
Jared Black, de 17 anos, foi a última vítima a ser identificada pela polícia
Aaron McLeod foi abatido a tiro pelo colega na escola
 Kim Vaughan também não resistiu ao tiroteio
Algumas das vítimas do tiroteio em Santa Fé, no Texas
Shana Fisher terá sido o primeiro alvo do atirador, que estaria há meses a tentar forçar um romance com a jovem de 15 anos, sem sucesso. Terá sido uma rejeição de Shana que terá levado o jovem a cometer o crime
Cynthia Tisdale era professora de arte e também foi um dos alvos do atirador
Ann Perkins, de 64 anos, era uma professora substituta. Foi uma das primeiras vítimas do ataque
Sabika Sheikh era uma estudante do Paquistão que estava nos EUA ao abrigo de um programa de intercâmbio
Chris Stone foi outra das vítimas do atirador
Christian Garcia estava na escola quando o tiroteio começou. Foi baleado e não resistiu
Angelique Ramirez foi outra das vítimas do atirador
Jared Black, de 17 anos, foi a última vítima a ser identificada pela polícia
Aaron McLeod foi abatido a tiro pelo colega na escola
 Kim Vaughan também não resistiu ao tiroteio
Os EUA estão de luto após mais um tiroteio numa escola. Desta feita, o crime aconteeu numa escola secundária no em Santa Fé, no Texas, e foi levado a cabo por um jovem de 17 anos, que matou a tiro duas professoras e oito colegas, deixando dezenas de outros feridos. 

O suspeito, Dimitrios Pagourtzis, foi detido pelas autoridades, que continuam a investigar os motivos que o levaram a cometer este massacre. Tudo indica, no entanto, que tenha sido um crime passional: o jovem de 17 anos estaria interessado numa rapariga que, depois de meses a rejeitar os seus avanços, finalmente o confrontou na sala de aula. Dias depois, Pagourtzis pegou em armas e voltou à escola para matar. 

Shana Fisher, o amor não correspondido
De resto, terá sido a jovem a primeira a morrer. Shana Fisher, prestes a completar 16 anos, era "bonita, inteligente, talentosa e divertida". "Tinha muito amor no seu coração", defendeu a mãe, em entrevista. Terão sido essas qualidades que atraíram o atirador, que tentou um romance com a jovem, sem sucesso. 

"Ele continuava a insistir com ela e estava a ficar cada vez mais agressivo", contou Sadie Rodriguez. "Ela finalmente enfrentou-o e envergonhou-o", dias antes do sucedido.

Cynthia Tisdale, a professora de arte
Para além de Shana, outros alunos morreram neste tiroteio. Cynthia Tisdale, uma professora substituta que lecionava arte, figura entre os mortos. Leia Olinde, uma sobrinha, garante que a tia era como uma mãe e que foi ela que a ajudou a planear o seu casamento o ano passado. 

"Ela ajudou-me a vestir o vestido de casamento, arranjou-me o cabelo... Ela era maravilhosa. Era simplesmente amorosa", lamentou a sobrinha, em pranto, à Associated Press. 

Tisdale foi casada durante perto de quatro décadas. Tinha três filhos e oito netos. "Nunca conheci mulher nenhuma que amasse tanto a sua família", continua Leia. Outro membro da família também partilhou a sua dor, via Facebook. "Nunca sabemos quando a nossa morte virá. A Cynthia planeou reformar-se um dia e tornar-se avó a tempo inteiro. Isso nunca acontecerá", desabafou. 

Ann Perkins, a professora substituta
Também Ann Perkins, de 64 anos, era professora substituta e morreu na escola em que ensinava. Será recordada como "uma mãe maravilhosa e uma professora que todos amavam", é dito por um estúdio de dança a que estava ligada. 

Era conhecida na comunidade local, onde era um elemento muito ativo, como "avó Perkins" e muitos têm sido os tributos que lhe têm sido feito online. 

Sabika Sheikh, a estudante do Paquistão em intercâmbio
Outra das estudantes que morreu baleada nesta escola secundária norte-americana foi Sabika Sheikh. Sabika tinha 17 anos e era do Paquistão, estando nos EUA ao abrigo de um programa de intercâmbio de estudantes.

A informação foi confirmada pelo secretário de Estado Mike Pompeo, que expressou as "maiores condolências" à família e amigos da jovem, que estaria a participar de uma iniciativa que tem por objetivo "ajudar a estabelecer ligações entre os EUA e o Paquistão". 

A família já foi, de resto, informada, mas os pais ficaram a saber que algo se passava pela TV. "Liguei-lhe e ela não atendeu. Deixei mensagens e ela não disse nada. A minha filha sempre respondia... Desta vez, isso não aconteceu", desabafou Abdul Aziz Sheikh, o pai, que confirmou que a filha deixou Karachi em agosto e deveria voltar a casa daqui a umas semanas, a tempo do Eid al-Fitr, uma celebração que marca o final do Ramadão. 

"Ainda não acreditamos. Não queremos acreditar. Isto é um pesadelo", disse, enquanto tentava segurar as lágrimas. 

Chris Stone, o divertido da turma que virou herói
Outro dos estudantes a perder a vida na sexta-feira foi Chris Stone, conhecido como o brincalhão da sua turma. Os seus colegas relembram Chris, de 17 anos, com um sorriso. 

"Ele era o 'palhaço de serviço e toda a gente o adorava. Era o rapaz mais simpático que alguma vez conheci. Estava sempre a fazer piadas e não havia quem não gostasse dele", conta um amigo, David Sustaina. 

"Jogava futebol com ele e conhecia-o desde criança. Era um bom miúdo", confirma. 

Os relatos que chegam de quem sobreviveu provam-no: Chris terá morrido a salvar outros colegas. 

"Ele morreu um herói. Toda a gente me diz que ele foi baleado enquanto empurrava duas pessoas do caminho das balas. Encontraram o corpo dele junto aos corpos dessas duas pessoas", adiantou outro amigo, Brandon Santell.

Christian Garcia, o devoto
Christian "Riley" Garcia tinha 15 anos e era um devoto membro da igreja de Crosby. É relembrado pela sua congregação com especial carinho. "Ele cresceu na nossa igreja e fui eu que o batizei há muitos anos", disse o pastor. "Deixo à sua maravilhosa família as minhas preces e o meu amor", acrescentou, partilhando uma imagem do jovem, tirada dez dias antes, em que este aparece ao lado de um verso da Bíblia, escrito num pedaço de madeira. 

Angelique Ramirez, a rapariga do cabelo "de fogo"
Angelique, de 15 anos, era uma força da natureza, garante a família.

"Ela tinha tanto futuro pela frente. Era muito crativa e estava sempre cheia de energia e alegria", contaram os familiares à CBS, assegurando que a adolescente, conhecida pelo cabelo cor "de fogo", era muito ligada aos seus e lutava pelo que acreditava.

"Ela sempre defendeu o que era correto e fazia amigos sempre que encontrava boas almas. Estava muito à frente do seu tempo e tinha muita esperança no futuro", acrescentam. 

Jared Black, o artista
Jared estava a dois dias de completar 17 anos quando foi assassinado. Estava na fatídica aula de Artes, uma das suas preferidas, quando tudo aconteceu, deixando a sua família devastada. "Estamos desfeitos. A minha irmã perdeu o seu segundo filho", conta um tio. 

O jovem foi a última vítima a ser identificada. "Só às seis da tarde é que ficamos a saber que ele estava entre os mortos. Estivemos o dia todo sem saber e a imaginar", lamenta. Jared é recordado pelo seu lado artístico: adorava ler banda desenhada e fazia questão de criar os seus próprios heróis aos "quadradinhos". 

Aaron Kyle McLeod, o otimista
Aaron Kyle McLeod, de 15 anos, também estudava na mesma turma da maioria dos jovens que perderam a vida na sexta-feira. Uma amiga recordou-o, em entrevista à AP, como um "eterno otimista". 

"Ele estava sempre a ver o melhor em tudo. Nunca estava triste ou em baixo. Sempre tinha uma piada para dizer ou uma gargalhada para dar", continua a amiga, que acredita que o "extrovertido e doce" Aaron "não merecia isto". 

Kim Vaughan, a filha adorada
Também Kimberly Vaughan estava na aula de Artes esta sexta-feira, quando soaram os primeiros tiros. A sua morte foi confirmada online pela mãe, Rhonda, que não conseguiu esconder a dor pela perda da filha, que procurou durante horas após o tiroteio. 

"Ela agora está no céu. Estou destroçada", desabafou, aproveitando a revolta para deixar uma mensagem a todos.  "Liguem aos vossos senadores. Liguem aos vossos congressitas. Precisamos de controlo de armas. Precisamos de proteger os nossos filhos", salientou. 
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