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Correio da Manhã

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As histórias por detrás das fotografias mais marcantes do 11 de Setembro

Foi há 19 anos que o ataque terrorista mais demolidor da história mudou o Mundo. Recorde as imagens deste dia.
Catarina Figueiredo 11 de Setembro de 2020 às 11:42
Edward Fine
'The Falling Man'
Marcy Borders
O clique inesperado que foi capa da revista Time
Edward Fine
'The Falling Man'
Marcy Borders
O clique inesperado que foi capa da revista Time
Edward Fine
'The Falling Man'
Marcy Borders
O clique inesperado que foi capa da revista Time

Há 19 anos o Mundo parou para assistir a uma das maiores tragédias que o Homem tem memória. No dia 11 de setembro de 2001, quase 3000 pessoas perderam as vidas naquele que é ainda hoje o ataque terrorista mais demolidor e sangrento da história.

Dezanove homens da Al-Qaeda - uma organização fundamentalista islâmica fundada por Osama Bin Laden - orquestraram um ataque e sequestraram quatro aviões de passageiros, lançando-os contra as Torres Gémeas em Nova Iorque, o Pentágono em Washington e um campo em Shanksville, na Pensilvânia.

É fácil recordar as imagens violentas e angustiantes que os meios de comunicação difundiram amplamente naquele dia. Algumas delas ficaram registadas para a história em fotografias que não deixam esquecer o horror. Recorde algumas delas e as histórias por detrás das mesmas.

"The Falling Man"
É talvez a imagem mais marcante do 11 de Setembro. Fotografada pela lente de Richard Drew, a fotografia mostra um homem que se atirou da Torre Norte do World Trade Center, às primeiras horas da manhã daquele dia que se viria a revelar trágica.

"The Falling Man", como ficou para sempre apelidada, é uma imagem real que conta a história de dezenas de pessoas que se encontravam presas nas torres e se atiraram pela janela por perceberem que não iriam conseguir sair a tempo. 

A pessoa da fotografia nunca chegou a ser identificada mas acredita-se tratar de um funcionário que trabalhava num restaurante da torre nova-iorquina.

























Edward Fine, o homem envolto em pó
Edward Fine viu o seu destino mudar em segundos. Estava prestes a apanhar um dos elevadores da Torre Norte quando esta foi atingida pelo primeiro avião. Estava no 79º andar quando tudo aconteceu e o seu primeiro pensamento foi de que o edifício tinha sido atingido por uma bomba.

Conseguiu escapar assim que o segundo avião atingiu a Torre Sul e já cá fora, o fotógrafo Stan Honda registou o seu vulto coberto de pó a caminhar sob os escombros, visivelmente em choque.

Edward trabalhava como consultor de uma empresa de seringas descartáveis e acredita que conseguiu salvar-se por uma razão. Anos mais tarde, em declarações aos media norte-americanos, disse que naquele momento só pensava na forma de se salvar. Não se apercebeu de que estava a ser fotografado.



























Marcy Borders, a jovem recém-chegada
Marcy tinha 28 anos e tinha acabado de chegar ao seu novo emprego no 81º andar da Torre Norte quando o avião embateu contra o arranha-céus. A imagem é também da autoria de Stan Honda.

A mulher morreu o ano passado aos 42 anos, após uma longa batalha contra um cancro no estômago. Sofreu uma forte depressão após o ataque terrorista. Questionada pelo The Jersey Journal, Marcy disse achar que a sua doença poderia estar relacionada com o que lhe aconteceu.



























O clique inesperado que foi capa da revista Time
Lyke Owerko estava a tentar dormir sob os efeitos de jetlag quando ouviu o barulho do primeiro avião a atingir as Torres Gémeas. Curioso e assustado, foi até à rua para ver o que se passava e levou a máquina fotográfica.

Ao aperceber-se do que tinha acontecido, começou a disparar a objetiva, inicialmente em direção às pessoas, até que  se apercebeu da chegada do segundo avião. Foi então que o fotógrafo fez nascer uma das capas mais icónicas de todas as edições da revista Time.

"Não percebi o que era, mas sabia que algo ia acontecer. O som era cinematográfico. Houve uma enorme bola de calor e vi imensos detritos a estoirar na parte de trás do prédio. Foi aí que se deu o clique", recorda o fotógrafo.

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