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Atentados no Bataclan são "cicatriz aberta que não fecha" três anos depois

Cidade de Paris está a estudar novas formas de homenagem às vítimas.
11 de Novembro de 2018 às 08:58
Bataclan
Ataque terrorista no Bataclan matou 89 pessoas
Paris, Bataclan, Sting, Resistência, Tim, Fernando Cunha, Miguel Ângelo, Olavo Bilac, Fernando Júdice, Pedro Jóia, Mário Delgado, artes, cultura e entretenimento
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Manter a memória das vítimas "intacta e presente" no espírito de todos os franceses é a missão das associações de familiares e amigos das vítimas dos atentados no Bataclan, ocorridos faz três anos na próxima terça-feira.

A cidade de Paris presta homenagem aos 130 mortos e mais de 400 feridos deste ataque no dia 13 de novembro através de uma cerimónia "sóbria" e uma Torre Eiffel feita de mais 50.000 cartas de condolência enviadas de todo o mundo.

"Sofro todos os dias, é uma cicatriz aberta que nunca fechará. Para mim, é um combate diário e uma triste realidade", disse à Lusa Patrícia Correia, mãe da lusodescendente Precilia Correia, morta no Bataclan.

Patrícia Correia é vice-presidente da associação 13onze15: Fraternité et Vérité, que junta os familiares e amigos de cerca de 350 vítimas.

Esta associação, em conjunto com a associação Life for Paris : 13 novembre 2015 (que agrupa maioritariamente os feridos dos ataques) está a coorganizar a homenagem às vítimas junto da 'mairie' [presidência] do 11.º 'arrondissement' [bairro] - os ataques do 13 de novembro aconteceram no Stade de France, no Bataclan e em esplanadas à volta da sala de espetáculos, na zona do 11.º 'arrondissement' -, em coordenação com a presidência da câmara de Paris e o Governo francês.

A cerimónia será "sóbria", segundo indica o comunicado da presidência da câmara, mas servirá para lembrar "todas as vítimas no seu conjunto e também na sua diversidade".

Contempla momentos musicais, discursos das associações das vítimas e um lançamento de balões para recordar as vidas perdidas na noite de há três anos.

"Esperamos que a memória reste intacta e que esteja sempre presente nos corações de todos. É um momento que deve ficar inscrito na memória coletiva do país", disse Patrícia Correia, mencionando ainda a instalação artística feita por artistas alemães de uma Torre Eiffel feita de 50.000 cartas de condolências enviadas de todo o mundo, entre desenhos de crianças e cartas de adultos, que ficará em exposição na 'mairie' do 11.º 'arrondissement' até ao fim do mês de janeiro.

Ao contrário do ano passado, Emmanuel Macron não marcará presença nesta cerimónia sendo substituído pelo primeiro-ministro Edouard Philippe.

A ausência do Presidente foi justificada pela realização em Paris do Fórum da Paz, que trará à capital dezenas de chefes de Estado, mas também porque não quererá fechar-se numa "comemoração permanente", segundo o jornal Le Figaro.

Patrícia Correia diz compreender a ausência de Macron e que a presença de vários chefes de Estado estrangeiros em Paris "é uma razão forte" que justifica a ausência.

A cidade de Paris está agora a estudar novas formas de homenagem às vítimas, preparando nos próximos anos um monumento evocativo, segundo Patrícia Correia.

Também o Governo francês continua empenhado nos esforços de homenagem com a possibilidade de construção de um monumento no Palácio de Justiça para relembrar as vítimas.
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