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Ativista alemão identificado ao colocar filhos menores suspensos numa ponte em defesa do clima

As duas crianças, com oito e onze anos, participaram em protesto contra as posições políticas na luta contra as alterações climáticas, no âmbito da Cimeira do Clima que se realiza em Madrid.
Cátia Andrea Costa / SÁBADO 7 de Dezembro de 2019 às 21:05
Ativista alemão identificado ao colocar filhos menores suspensos numa ponte em defesa do clima
Ativista alemão identificado ao colocar filhos menores suspensos numa ponte em defesa do clima FOTO: Twitter
Um ativista alemão foi identificado pelas autoridades espanholas, este sábado, depois de suspender os filhos de oito e 11 anos, numa ponte de Madrid. A participação das crianças, equipadas com material de escalada, fez parte de um dos vários protestos contra as alterações climáticas que se têm realizado na capital espanhola durante a Cimeira do Clima das Nações Unidas. 

De acordo com o relato do ABC, as duas crianças foram coladas no cimo de uma ponte do Paseo de la Castellana, em Madrid, com ajuda de vários ativistas. Posteriormente, desfraldaram uma faixa com um recado para os políticos: "Só faltam 8 anos para os 1,5 graus. Como se atrevem?" Em 2015, os Acordos de Paris colocaram como meta manter o aquecimento global abaixo de 2ºCelsius (C) e limitá-lo a 1,5ºC em relação aos valores do século XIX. Porém, neste momento, apenas Marrocos e Gâmbia podem vir a cumprir esse acordo.

As duas crianças apresentam-se, segundo o projeto que divulgam nas redes sociais, como "os meninos da escalada" e divulgam várias imagens das suas atividades nas redes sociais. "Se esperarmos até sermos adultos, será demasiado tarde para travar a crise do clima. É por isso que somos ativistas climáticos, os meninos da escalada", anunciam numa biografia citada pela mesma fonte.


O conhecido Paseo de la Castellana, a maior e mais larga avenida de Madrid, que atravessa a cidade desde o centro para norte, tornou-se o palco de uma contra-cimeira de movimentos ativistas que consideram que  é preciso "desmascarar a hipocrisia dos governos que vêm fracassando há décadas nas negociações climáticas". De acordo com a Lusa, entre as signatárias do manifesto da cimeira estão as portuguesas 2degrees artivism, A Coletiva, Aterra, Climáximo, Extinction Rebellion Coimbra, Greve Climática Estudantil, PTrevolutionTV, TROCA- Plataforma por um Comércio Internacional Justo, Youth for the Future e ZERO -- Associação Sistema Terrestre Sustentável.

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