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BBC vai sancionar funcionários que não sejam imparciais nas redes sociais

Instruções serão divulgadas "em breve" e vão afetar todos os trabalhadores da cadeia britânica.
Lusa 29 de Setembro de 2020 às 15:49
BBC
BBC FOTO: Getty Images
A BBC está a preparar diretrizes sobre o uso de redes sociais e poderá obrigar os seus trabalhadores a encerrar contas no Twitter ou até despedi-los para salvaguardar a imparcialidade da empresa pública, indicou esta terça-feira o diretor-geral.

Estas instruções serão divulgadas "em breve" e vão afetar todos os jornalistas e outros trabalhadores da cadeia britânica, disse Tim Davie, durante uma audição numa comissão parlamentar.

"Nas próximas semanas vamos publicar, e isso está iminente, diretrizes claras sobre as redes sociais que cobrem tanto as notícias como assuntos de atualidade", acrescentou.

"Com essas normas, teremos políticas de cumprimento que serão muito claras. Vamos poder tomar medidas disciplinares, vamos poder tirar pessoas do Twitter", insistiu o responsável.

Davie disse que não lhe parece apropriado que os trabalhadores manifestem as suas opiniões políticas se fazem parte de uma "organização de notícias imparcial", como é a BBC, adiantando ainda que essas "responsabilidades serão definidas com clareza".

"Se alguém é o rosto da BBC e entra em política partidária, não me parece que seja o lugar certo para estar e tenho sido muito claro sobre isso", considerou Davie, que substituiu no início deste mês Tony Hall no cargo de diretor-geral.

O mesmo responsável defendeu a necessidade de a BBC "renovar" o seu compromisso com a imparcialidade e salientou a importância de a cadeia não se associar a um "ponto de vista particular".

O novo diretor referiu-se às redes sociais após a polémica sobre o uso do Twitter por parte de figuras destacadas da BBC para fazer comentários políticos, como Gary Lineker, segundo a agência Efe.

O ex-futebolista, que tem na BBC um salário anual bruto de 1,9 milhões de euros, publicou na referida rede social opiniões contra o atual Governo britânico liderado por Boris Johnson.

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