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Bolsonaro convoca dia de jejum religioso para "livrar o Brasil" do coronavírus

Presidente brasileiro fez o apelo depois de receber um pedido nesse sentido de pastores evangélicos.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 5 de Abril de 2020 às 17:11
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro FOTO: Adriano Machado/Reuters

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, propôs aos brasileiros um dia nacional de jejum religioso, segundo ele para "livrar o Brasil" da pandemia de coronavírus, que, no entanto, continua a minimizar. Bolsonaro fez o apelo depois de receber um pedido nesse sentido de pastores evangélicos, mas afirmou que brasileiros de todas as religiões deveriam participar.

"Sou católico e minha esposa é evangélica. É um pedido dessas pessoas. Estou a pedir um dia de jejum religioso para quem tem fé. Então, a gente vai, brevemente, com os pastores, padres e religiosos, anunciar. Pedir um dia de jejum para todos os brasileiros, em nome, obviamente, de que o Brasil fique livre desse mal o mais rápido possível", convocou Jair Bolsonaro junto à entrada do Palácio do Alvorada, a residência oficial em Brasília, onde todos os dias se juntam, quando ele sai e quando ele volta, simpatizantes e pessoas que lhe querem pedir alguma coisa.

Apesar de convocar a população para fazer um dia de jejum para afastar o coronavírus do Brasil, o que poderia passar a ideia de que, finalmente, a pandemia que tem negado desde o início começou a preocupá-lo, Bolsonaro voltou a minimizar a gravidade da situação e repetiu que o Brasil já enfrentou gripes piores e venceu-as, ignorando que até este domingo a Covid-19 já infetou mais de 10 mil brasileiros e que o número de mortos pela doença se aproxima dos 500.

"Paz, calma e tranquilidade para quem tem fé. Já tivemos outras gripes no passado e vencemos, sem esse alarmismo todo", completou Jair Bolsonaro, que se apresenta contra todas as medidas de isolamento social e outras restrições tendentes a atenuar o ritmo de crescimento da pandemia no Brasil, avaliando que salvar os empregos é mais importante do que salvar vidas de pessoas que, pondera, se a economia não for preservada, depois de serem salvas não terão onde trabalhar e ganhar ordenado.
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