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Correio da Manhã

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Bolsonaro reconhece que mentiu quando negou acusações de Sérgio Moro

Três ministros depuseram a favor do presidente brasileiro.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 16 de Maio de 2020 às 09:11
Bolsonaro e Sérgio Moro
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro
jair bolsonaro
Bolsonaro e Sérgio Moro
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro
jair bolsonaro
Bolsonaro e Sérgio Moro
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro
jair bolsonaro
O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, reconheceu esta sexta-feira ter mentido ao país quando negou as acusações do seu ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, de que na reunião de ministros de 22 de abril anunciou que ia interferir na Polícia Federal. Mas alegou que a intenção não era intervir em investigações contra os filhos e, sim, para aumentar a segurança pessoal deles.

"Eu só disse a palavra ‘PF’, duas letras, ‘PF’. A interferência não é nesse contexto da inteligência, não. É na segurança pessoal", afirmou o presidente a jornalistas em Brasília, desmentindo a garantia dada ao longo da semana de que não tinha citado a corporação.

Bolsonaro voltou atrás após a divulgação de trechos da gravação da reunião nos quais o presidente diz que vai intervir, sim, na Polícia Federal, principalmente no Rio de Janeiro, onde ele e os filhos têm a sua base eleitoral e onde decorrem investigações que atingem familiares.

Dois dias após a reunião, Bolsonaro trocou a direção da Polícia Federal, o que levou à demissão de Moro, e o novo chefe da corporação trocou o superintendente no Rio.

O reconhecimento de Bolsonaro constrange também os três ministros que depuseram a favor dele, os generais Braga Neto, Augusto Heleno e Luiz Eduardo Ramos.

Os militares garantiram que o presidente não tinha citado a PF e que o desejo de intervenção se referia ao aumento da segurança pessoal dele e da família.

Pormenores
Palavrão e ameaça
Num trecho da reunião em que ameaçou intervir na Polícia Federal, Bolsonaro gritou: "Eu não vou esperar f... minha família toda. Se não puder trocar (o superintendente no Rio), troco o chefe."

Informações
Noutro trecho da gravação, Bolsonaro deixa claro que a intervenção na PF não é pela segurança dos filhos e sim por informações privilegiadas. "É uma vergonha eu não ser informado", disse.
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