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Brasil começa a fabricar vacina contra o coronavírus em dezembro

Fabrico decorre em parceria com a Universidade de Oxford, na Inglaterra, e o Laboratório Astrazeneca.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 27 de Junho de 2020 às 18:20
Coronavírus
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O Brasil vai começar em dezembro próximo a fabricar uma vacina contra o coronavírus, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, na Inglaterra, e o Laboratório Astrazeneca. O anúncio foi feito este sábado em Brasília por Arnaldo Correia de Medeiros, secretário Nacional de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

Arnaldo avançou que, entre Dezembro deste ano e Janeiro de 2021, o Brasil fabricará inicialmente 30,4 milhões de doses dessa vacina, que, se todos os testes realizados até lá se mostrarem positivos e seguros, serão administradas numa primeira etapa a profissionais da área da saúde e outros grupos de alto risco. Se essa administração obtiver os resultados de eficácia que se esperam, o Brasil produzirá a partir daí mais 70 milhões de doses, o suficiente, juntando as duas fases, para imunizar quase metade de toda a população do país, estimada hoje em 210 milhões de pessoas.

Alguns milhares de voluntários já estão a testar a vacina desenvolvida em Oxford, nomeadamente em São Paulo e no Rio de Janeiro. Esta sexta-feira, a OMS, Organização Mundial da Saúde, afirmou que de todas as vacinas actualmente em teste no mundo, e são muitas, a de Oxford é a mais promissora, pela segurança e resultados positivos que tem apresentado.

A parceria do Brasil, através do Laboratório Biomanguinhos, no Rio de Janeiro, onde pesquisadores brasileiros participam no aprimoramento da vacina e onde as doses serão fabricadas, representa um investimento inicial de 127 milhões de dólares ao governo brasileiro. Esse investimento inclui o pagamento de parte dos custos da pesquisa, a transferência de tecnologia para o Biomanguinhos, e a aquisição dos insumos necessários para a producção dos primeiros 30,4 milhões de doses.

Arnaldo Correia de Medeiros acrescentou que nesse acordo com a Universidade de Oxford o Brasil corre naturalmente um risco, pois a vacina, que se tem mostrado altamente encorajadora nos testes iniciais, pode não resultar na prática, o que não parece ser o caso, mas que, mesmo que isso ocorra, o país sairá a ganhar. O secretário avalia que, mesmo na cada vez mais improvável hipótese de a vacina não ter na fase final os resultados esperados, o Brasil terá crescido em termos de conhecimento científico e terá avançado na qualidade do seu parque tecnológico e de pesquisa na área da saúde.
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