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Correio da Manhã

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Brasil ultrapassa as 250 mil mortes por Covid-19 ao completar um ano de pandemia

País atingiu os primeiros 50 mil óbitos derivados da doença em 100 dias.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 25 de Fevereiro de 2021 às 13:26
Vacinação da Covid-19 no Brasil
Vacinação da Covid-19 no Brasil FOTO: Reuters

O Brasil atingiu no final da tarde desta quarta-feira, 24 de Fevereiro, o assustador número de 250 mil pessoas mortas pela Covid-19, dois dias antes de se completar um ano sobre o início oficial da pandemia de coronavírus, em 26 de Fevereiro de 2020. A marca foi anunciada em boletim extraordinário do consórcio de imprensa criado para acompanhar o avanço da doença, já que não é possível acreditar nos números oficiais divulgados pelo governo Bolsonaro.

Às 18h00 locais desta quarta-feira, 21h00 em Lisboa, o número oficial de vítimas fatais da Covid-19 avançado pelo consórcio era de 250.036. O patamar foi atingido depois de no último período de 24 horas o Brasil ter registado mais 1390 mortes, número só alcançado no pior momento da pandemia no ano passado, e que, infelizmente, tem tendência de aumentar ainda mais e com mais rapidez.

Para se atingirem as primeiras 50 mil mortes por Covid-19 no Brasil, foram necessários 100 dias. Agora, para se passar das 200 mil mortes, registadas em início de Janeiro, para as 250 mil confirmadas esta quarta-feira foram necessários apenas 42 dias, menos da metade do tempo.

O país vive neste momento o pior período da pandemia de coronavírus, com os internamentos em unidades especializadas em doentes graves a disparar, e com a proporção entre infetados e mortos muito superior ao piores momentos do ano passado. Semana passada o Brasil atingiu os 10 milhões de infetados, mas o governo central, do negacionista Jair Bolsonaro, e a maior parte dos governos regionais, continuam a não adoptar medidas mais rigorosas, com exceção de alguns estados, como Amazonas, Bahia, Ceará e Paraíba, que decretaram recolher obrigatório.

Para a tragédia da pandemia de coronavírus no Brasil contribuiu sem dúvida o total desacerto entre os governos regionais e locais e o central, cada um usando os números da Covid-19 para atacar o outro, ao invés de unirem esforços no combate ao inimigo comum. O desinteresse de Bolsonaro pelas vacinas fez fracassar até agora o plano nacional de imunização, que até esta quinta-feira tinha vacinado apenas 6 dos 212 milhões de habitantes, e a variante do coronavírus descoberta no início do ano no Amazonas está a espalhar-se a um ritmo vertiginoso por todo o país, que no final do ano passado desativou quase todos os hospitais de campanha e não está a ter capacidade de resposta que seria necessária.

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