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"Bravo señor Costa": Espanhóis agradecem a António Costa por críticas ao ministro holandês

Jornal El País partilhou discurso do primeiro-ministro português e elogios multiplicam-se.
Correio da Manhã 27 de Março de 2020 às 21:09
António Costa
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O jornal espanhol El País partilhou esta sexta-feira no Instagram o discurso que o primeiro-ministro português, António Costa, fez classificando o discurso do ministro das finanças holandês de "repugnante". 

O discurso está a ter grande impacto entre os espanhóis que fazem fortes elogios a Costa. "Que vergonham que defendam a nossa honra lá fora porque aqui não têm coragem para o fazer", lê-se num dos comentários. 

"Bravo señor Costa", "tinha que ser um português" e "bravo por este homem, tanto que aprender com Portugal", são apenas alguns dos muitos comentários a elogiar as palavras de Costa. 

De recordar que Wopke Hoekstra, ministro das finanças holandês, acusou Espanha de não ter margem orçamental para lidar com a pandemia de Covid-19. Costa disse que estas declarações são repugnantes e defendeu que esta é uma altura para a Europa se manter unida para combater um "inimigo em comum". 
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“Re-pug-nan-te”. Así, silabeando la palabra, respondió el primer ministro de Portugal, António Costa, al ministro neerlandés de Finanzas que sugirió una investigación a España por no tener recursos presupuestarios suficientes para contener la pandemia. Wopke Hoekstra sugirió investigar por qué algunos países no disponen de margen presupuestario para afrontar una nueva crisis pese a que la zona euro lleva siete años de crecimiento ininterrumpido. No mencionó ningún país en concreto, pero era evidente que el aviso iba dirigido a España e Italia, los socios europeos más afectados por el coronavirus y que en la cumbre europea del jueves apelaron a la solidaridad de todos para reclamar medidas conjuntas contra la pandemia. Después de la reunión, Costa cargó en una rueda de prensa contra la posición neerlandesa. “Ese discurso es repugnante en el marco de la Unión Europea. Esa es la expresión adecuada: re-pug-nant-te, porque no estamos dispuestos a volver a oír a ministros de Finanzas holandeses como ya oímos en 2008, 2009, 2010 y años consecutivos”. Costa se refería a la frase del exministro Jeroen Dijsselbloem, quien en una entrevista muy polémica sugirió que no se prestara fondos a los países que no hicieran los deberes, así como nadie prestaría a quien se gastara el dinero en "alcohol y mujeres”

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